sábado, 24 de dezembro de 2011

CURA ENTRE GERAÇÕES

Texto retirado do site: apostoladoscr, por: John Lennon J. da Silva.

Durante um programa na Radio Catedral, o Pe. Dom Estevão Bettercourt, ao comentar e constatar como errônea a crença em certas “maldições” que eram passadas supostamente por herança sanguínea a cristãos; fato que tal crença encontrava-se largamente pregada na obra do inglês Robert Degrandis, chamada “Cura de Gerações” livro que durante o programa ocupou sua reflexão. Ele afirmou que “A cura entre gerações é algo imaginoso, fantasioso. A doutrina católica nunca professou essa hipótese”.

Hoje existem milhares de seitas que estão a pregar entre seus membros ou aos que aproximam-se de suas comunidades a “cura de gerações” geralmente chamada de “maldições hereditárias”, seus progenitores alegam que esta é uma doutrina cristã, na verdade não é como veremos ao longo do texto.

Esta crença e prática supersticiosa é basicamente oriunda das seitas neo-pentecostais, também designada como oEvangelho da maldição ou Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração. No Brasil a crença tem origem com “Igreja” Renascer em Cristo e também na seita de Edir Macedo.

Esta pseudo-doutrina que é produto de um moderno misticismo supersticioso, é aparentemente conciliável com a concepção de “carma” ou “karma” no budismo oriental. Para entendermos o que representa esta “aberração doutrinaria” que é nominalmente é chamada de “maldições hereditárias”ela corresponde em síntese a:

Um mal invisível, cujo homem não vê, e que pode ter atingido ou atingi qualquer um ser humano, por intermédio do que eles denominam de “espíritos familiares” que transmitem durante séculos pela linhagem sanguínea e por influência destes mesmos “espíritos” que exercem algum “poder” ou “magia” como alegam os progenitores desta pseudo-doutrina, com aflições espirituais e corporais sob os que a possuem, até que tal “maldição” seja quebrada através de libertações geralmente produzidas por pastores protestantes.

A expressão “espíritos familiares” que usei acima é utilizada arbitrariamente pelos pregadores de tal crença para justificá-la biblicamente, o termo é retirado de citações do Antigo Testamento, como (Levítico 19,31); na versão bíblica “King James” tradução produzida pela Igreja Anglicana.

Esta expressão é usada para designar “entidades”, “demônios” e “anjos decaídos” que exercem nos adivinhos a atividade da comunicação com os mortos e com os cristãos atuando na condução dos mesmos no âmbito de suas inclinações emocionais, sentimentais, carnais e físicas, ao pecado. A palavra “familiares” no plural é utilizada como complementar a denominação destes “espíritos” pelo fato destes, como alegam os pregadores desta crença terem forte influência e pendurarem em gerações de famílias humanas com seus planos nefastos.

É completamente descabida esta argumentação, a versão “King James” inglesa da Bíblia, não é uma das melhores traduções bíblicas como seguram muitos cristãos, é oriundo de exegetas e tradutores protestantes, alguns deles puritanos. Há grande tradução das Escrituras produzida por São Jerônimo nos séculos IV e V, que chamamos de vulgata latina ocupou a reflexão da Igreja por séculos e os textos latinos nada mencionam o termo “espíritos familiares” assim como as versões católicas recentes não aludem. Esta versão é uma clara iniciativa da exegese que se desenvolvera na Inglaterra em contraposição a “Vulgata” católica e também a exegese católica.

Assim forjar textos e procurar traduções cômodas para justificar conceitos e “doutrinas” não traduz princípios básicos de hermenêutica é pura picaretagem moderna. O que foi guardado e transmitido a Igreja nos textos bíblicos antigos que São Jerônimo usou, além é claro da tradicional interpretação do Magistério sobre estes aspectos da teologia, não repercutem nem induzem qualquer afirmação da existência de “espíritos familiares” quando versadas para língua latina e nem tampouco a língua portuguesa.

Pode surgir à pergunta, as Sagradas Escrituras dão embasamento para afirmar que os cristãos podem estar de alguma forma sob o jugo de maldições ancestrais ou qualquer tipo de crença parecida?

A resposta é não, esta nunca foi parte da pregação apostólica e nem encontra fundamento nos textos bíblicos, os Padres da Igreja nunca mencionaram tal crença entre os cristãos no decorrer dos VII primeiros séculos. Aliás os textos bíblicos refutam qualquer possibilidade de “gerações” levarem ou trazerem qualquer peso, mancha ou maldições ou ainda os pecados de seus pais. Vejamos o que diz o profeta Ezequiel.

“Contudo perguntais: Por que não levará o filho a maldade do pai? Porque o filho fez justiça e juízo, guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viverá. A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”. (Ez 18,19-20).

Há outros textos e citações (Dt 24,16: Jr 31,30: Ez 18, 2-4: Ex 18,4; 20, 5-6: Lv 19, 17). Que fazem oposição a qualquer afirmação que alude esta crença supersticiosa oriunda do neo-pentecostalismo. Não existe compatibilidade desta crendice protestante com a “Sã doutrina”, boas considerações a respeito do pecado, o perdão de Deus, os sacramentos [exemplo o Sacramento do Batismo, que regenera o ser humano e o torna filho de Deus, trazendo-o ao convívio com a graça de Deus, por libertar-nos do pecado original, pelo Batismo somos incorporados em Cristo e na sua única Igreja], Julgamento particular e etc. acabam por aniquilar qualquer possibilidade de “maldição hereditária”.

“Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I Jo 1,9), ou seja, ele não leva em conta as “faltas dos pais sobre os filhos” como podemos ler acima, como então estas supostas faltas ou maldições e até perseguições demoníacas poderiam ligar-se a gerações inteiras de pessoas, por conta de parentes de séculos atrás que erraram ou foram amaldiçoados? É absurdo, logicamente improvável, não existem brechas para invenções do tipo, ao melhor só existem nas cabeças de “víboras”, aludindo o termo que Cristo usou para designar os incautos, escribas e fariseus (Mt 23, 33; Lc 3,7). E "hipócritas", falsários  do Evangelho (Mt 23, 27; Mt 23, 29; Mt 15, 7; Mc 7, 6; Lc 12, 56).

Não poso deixar de registrar que existirem muitos indivíduos ligados a movimentos 

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Também deixaremos uma resposta á um leitor que está no site montfort

 A "cura entre gerações" da RCC

Caro professor Orlando,
Salve Maria!

Quero mais uma vez parabenizá-lo pelo maravilhoso trabalho que tem em vista combater tantas heresias que se levantam em nossos dias, frutos desse modernismo. Pena que ainda não respondeu nenhuma carta minha.

Mas vamos la:

É muito comum nos meios carismáticos, se ensinar uma doutrina totalmente confusa. Segundo alguns padre defensores deste "movimento" - Pe. Jonas, Pe. Eduardo, Pe. Robert DeGrandis - devemos orar e pedir a Deus libertação pelos males, influencias malignas, etc, etc, que herdamos de nossos antepassados.

O carismático padre DeGrandis, em "Cura entre gerações", pág.30, citando um texto bíblico incompleto, ensina que os descendentes pagam os pecados dos seus antepassados: "Os pais comeram uvas azedas, e os dentes dos filhos ficaram embotados".

Isso eu acho um absurdo e totalmente contra a Sagrada Doutrina da Igreja.

As suas curas entre gerações são curas de influências (obsessões) de espíritos dos seus antepassados, o que em minha opinião é Espiritismo. E essas curas entre gerações são também feitas por regressão de memória a passados longínquos. 

Eu gostaria de saber a opinião do senhor professor e se possível, algum documento da Igreja que desmente essa mentira deslavada ensinada por esses carismáticos.

Desde já agradeço a atenção.

Sicut qui Ministrat
Emanuel Bonini

RESPOSTA

Muito prezado Emanuel,
Salve Maria.
     Entre tantas loucuras existentes nos meios carismáticos, essa é das piores.
     Não conheço documento da Igreja contra essa loucura, pois ela é nova. Se não há documento da Igreja contra isso, a Sagrada Escritura inteira mostra como Deus é misericordioso. O Antigo testamento está repleto de louvores à misericórdia de Deus, e o Novo Testamento, registra o triunfo da misericórdia do Coração de Jesus. Claro que o texto em que esses padres se baseiam para assustar o povo – e obter vantagens — está na Escritura, mas eles o interpretam mal.
     O texto citado mostra que por certos pecados, indiretamente, os filhos podem sofrer asconsequênciasmas não herdam nunca a culpa pessoal dos pais.
     Por exemplo, pais aidéticos transmitem aos filhos a AIDS, e não a culpa de seus pecados, se adquiriram AIDS por pecarem. Filhos de pais bêbados, ou que adquiriram certas doenças venéreas por pecado, podem herdar males físicos das doenças paternas, jamais a culpa deles.
     E o cúmulo do absurdo é dizer que os espíritos dos pais falecidos venham perturbar materialmente os filhos. Isso é pura exploração e erro gravíssimo.
     Veja que do pecado de Adão,-- um pecado imenso -- herdamos apenas as consequências e não a culpa pessoal. Nenhum homem vai ao inferno por causa apenas do pecado original de Adão. Cada um paga apenas as suas culpas pessoais.
     Esses padres fazem de Deus um carrasco. Eles sim é que pagarão por esse abuso e mentira.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli



4 comentários:

Amasiado disse...

Vocês já sabem da notícia que ta rolando em toda a internet? Até o Pe. Joãozinho e Zezinho estão envolvidos. As gravadoras Atração, CODIMUC, PAULUS, e o Rafael de Angeli estão brigando com o Padre Wagner, já está rolando até PF, Arquidiocese etc. Tudo por causa de direitos autorais. O que vocês sabem a respeito? Vejam: http://downloadcatolico.blogspot.com/2011/12/mais-uma-ameaca-do-sr-rafael-de-angeli.html Fico no aguardo de uma resposta,

Antônio

Lázaro disse...

Desculpa pela demora em responder, mas não sabemos desse assunto.

Iremos buscar mais informações, caso tenha novas noticias envia-nos um email: missadesempre@hotmail.com

Unknown disse...

salve maria, meus irmãos sou católico e participo da RCC, a RCC me abril os olhos para a beleza da igreja católica, para sua história e magistério e através da RCC aprendi a respeitar e entender o mistério da santa missa ente outras tantas coisas que a igreja nus ensina e que eu não sabia,não quero julgar ninguém mas já vi mas padres que não são da RCC, alias Repudiam a RCC cometerem grandes Heresias já vi padre proibir o fiel de receber comunhão na boca, padre dizer que fora da igreja há salvação, que falta missa domingo é normal e todos esses padres não são adeptos da RCC, e sim são adeptos da CNBB que me desculpem me faz ter vergonha de ser católico no brasil. Paz e Bem.

Brito disse...

Meu amigo se voce tem vergonha de ser catolico ,procure uma seita para voce esconder sua cara