domingo, 27 de março de 2011

Parabéns, Padre Leonardo Holtz

quinta-feira, 24 de março de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011


HÉLIO DE SOUZA

A conservação do planeta é importante, mas a salvação da humanidade é o que realmente importa e, é para esse fato que a CNBB deveria pautar seus esforços.

A CNBB precisa repensar sua forma de fazer a Campanha da Fraternidade.

O povo tem sede de Deus e a CNBB, com esta forma equivocada de realizar a Campanha da Fraternidade, lhe nega “água”!

O povo almeja o Reino de Deus, (Mt 6,33), tem sede de Deus e deve ser no manancial límpido, inodoro e potável da Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual ninguém se salva, (IV Concilio de Latrão) - “EXTRA ECLESIAM NULLA SALUS!”, o local em que conseguirá saciar sua sede nesta fonte de “Água viva” - (Jo 4-10)!

O exemplo de desperdício de tempo, dinheiro e oportunidade de levar a verdadeira mensagem salvífica de Jesus Cristo é o da Igreja Peregrina do Brasil através da “Campanha da Fraternidade”, principal forma de “evangelização” utilizada pela CNBB.

Esta Campanha obsoleta é realizada na Quaresma e teve sua primeira edição em 1964 com o tema “Igreja em Renovação” e o Lema: “Lembre-se: você também é Igreja”, tendo se passado quarenta e quatro anos e o Brasil, que antes trazia na sua Constituição o catolicismo como a religião oficial vem a cada ano perdendo espaço às diversas seitas de cunho protestante.

Alegar: “o importante e a qualidade e não a quantidade” é leviano e não justifica a omissão de certos bispos e padres que se preocupam cada vez menos em pregar o Evangelho, (Mc 16,15), e preferem atuar como políticos de esquerda apoiando as CEB’s, MST, PT e a TL.

Para sopesarmos a importância desse método de evangelização, basta pedirmos a algum católico praticante que cite, de cor, qual foi o lema ou o tema de um determinado ano, ou que cite, ao menos, três lemas ou temas de qualquer ano, dificilmente alguém se lembrará. Deveriam se preocupar mais com a redenção da humanidade, assim como Jesus Cristo ensinou: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo".- (Mt 6,33). É erro grave não priorizar o tempo propício de conversão da Quaresma com uma catequese sadia, que leve ao encontro de Cristo. O homem verdadeiramente convertido evitará o pecado, não será ganancioso ou egoísta, amará o próximo como a si mesmo, ajudará os mais necessitados, preservará o meio ambiente, em especial, a floresta amazônica, não por seguir doutrina marxista, mas por amor a Jesus Cristo e a sua Igreja.

Não seria este o momento propício para que os Senhores Bispos, revejam seus paradigmas na forma de evangelização, no trato com os fiéis, de como utilizar a mídia, voltar a pregar que a prioridade da humanidade é a salvação e não os bens terrenos, "Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?" - (Mc 8,36).









segunda-feira, 14 de março de 2011

José Maria Escrivá, o pioneiro do ecumenismo


O Opus Dei e a política


MONSENHOR VICENTE ANCONA LOPEZ – Folha de S. Paulo, 13 de março de 2011

O Opus Dei aparecer no WikiLeaks era uma questão de tempo; em um primeiro momento, soa engraçado o poder que nos atribuem

Confesso que me divirto com os comentários que, de vez em quando, saem na imprensa sobre o Opus Dei e a sua suposta atuação política. Aparecer no WikiLeaks era uma questão de tempo…

Num primeiro momento, soa engraçado o poder que nos atribuem; depois, na autocrítica, a conclusão é séria: a nossa comunicação precisa melhorar. Não se trata de melhorar a imagem da Obra, mas, sim, de erradicar uma ideia falsa, transmitindo o que realmente somos.

As pessoas que participam das suas atividades sabem que o Opus Dei não faz política. A sua atuação tem outra dimensão: lembrar que todos, também os políticos, são chamados por Deus a serem santos; e que essa santidade pode e deve ser procurada nas atividades da vida diária, realizando-as por amor a Deus e ao próximo.

Ora, se a Obra tivesse posição política, trairia a sua finalidade, já que de alguma forma estaria privando dessa mensagem quem possuísse uma visão política diversa.

Em Roma, convivi com são Josemaria, fundador do Opus Dei, de 1969 a 1975. Nesse período, nunca o ouvi falar de política. Falava, sim, de conviver e dialogar com todos. Dizia que caridade, mais do que em dar, consiste em compreender.

São Josemaria era o oposto do que se poderia esperar de um “conservador”. Estava aberto às novidades, queria aprender, inovar.

Quando passou uma temporada no Brasil, entre maio e junho de 1974, dizia que tinha aprendido muito do povo brasileiro: da nossa cordialidade, da nossa alegria, dessa convivência aberta a todos. E estava, na época, com 72 anos!

Ao mesmo tempo, foi muito incisivo ao nos dizer que aqui havia muito trabalho a fazer, que era preciso melhorar a condição de vida de muitas pessoas. Ao visitar o Centro Social Morro Velho, e também numa conversa com dom Paulo Evaristo Arns, afirmava que não seria cristão permanecer indiferente a tanta desigualdade. Sob o seu impulso nasceram muitas iniciativas sociais, no Brasil e no mundo.

São Josemaria foi pioneiro no ecumenismo, rompendo, ainda nos anos 40, resistências na Santa Sé ao solicitar que, no Opus Dei, houvesse cooperadores de todas as religiões, também ateus. Hoje, é uma realidade em todos os países nos quais a Obra trabalha: cooperadores protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos…

Mas e a relação do Opus Dei com o governo de Franco na Espanha? Faz anos que se esclarece esse tema, e talvez aqui tenhamos falhado ao comunicar. Em primeiro lugar, o Opus Dei não apoiou Franco. Segundo: houve muitos membros do Opus Dei que fizeram oposição a Franco; por isso, alguns tiveram que se exilar.

Por outro lado, alguns poucos membros do Opus Dei colaboraram com o governo de Franco. E por que o Opus Dei não fez nada? Simplesmente porque o Opus Dei não interfere nas atividades políticas dos seus membros, e cada um atua como lhe parece mais conveniente.

A liberdade sempre implica riscos, e o Opus Dei prefere correr esses riscos. Agora, por outro ângulo: o que pode ter a ver com Franco uma dona de casa do Cazaquistão, um estudante universitário do Congo ou um taxista mexicano que sejam do Opus Dei?

Se alguém quiser saber qual é o “projeto de poder” do Opus Dei, está convidado a conhecer as suas atividades, para que possa ouvir pessoalmente o que ali se diz. Fala-se de caridade, de excelência nas virtudes, de vida de oração, de aceitar com alegria as contrariedades, de castidade, de trabalhar com competência etc.

Não poderia ser de outra forma: essa é a mensagem da Igreja Católica, e o Opus Dei nada mais é do que uma pequena parte da igreja, que não tem um projeto de poder, e sim um projeto de serviço.

MONSENHOR VICENTE ANCONA LOPEZ, 61, é vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil.

(grifos são meus)