terça-feira, 30 de setembro de 2008

YouTube - Uma Conspiração dos Acatólicos!

domingo, 28 de setembro de 2008

SELF SERVICE DA FÉ

Além desse caráter meramente pastoral -- não infalível --os textos do Vaticano II foram escritos propositadamente de modo "diplomático", isto é, de modo ambíguo, podendo ser interpretados de várias maneiras.
Quem declarou que os documentos do Vaticano II eram escritos de modo ambíguo foi o teólogo Schillibeekckx, que acrescentou: "depois do Concílio, extrairemos desses textos escritos em linguagem diplomática, aquilo que nos for interessante".( Cfr Romano Amerio, Jota Unum). Portanto, não faltou malícia na redação "diplomática", isto é, ambígua ou até equívoca., dos textos do Vaticano II.
O resultado foi a quase imediata divisão dos teólogos e dos fiéis, quanto à interpretação dos textos do Vaticano II.
......................
Um documento ambíguo justifica, por si só, a resistência e desobediência às suas disposições. Um documento ambíguo não vincula, não obriga dado que dele se pode inferir o que mais agrade, o que nos convenha! Se um documento ambíguo vinculasse, que grande confusão! Um Papa interpretá-lo-ia numa linha mais progressista, outro numa mais ortodoxa, como a tal hermenêutica da continuidade.
Os católicos que o interpretariam, estariam a seguir o péssimo exemplo dos hereges protestantes: a fazer livre exame dos documentos magisteriais!


Mais um fruto TERRÍVEL do CVII


Acesse:

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA




quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Acontecimento Capital do Século XX

Paulo Pasqualucci


Esta breve porém densa reflexão histórico-teológica do professor Paulo Pasqualucci, antigo professor de Filosofia do Direito na Universidade de Perusia, na Itália, foi traduzida da publicação Si Si No No em sua versão francesa "Courrier de Rome" de dezembro de 2001.

A perda da fé pela Hierarquia católica

Até bem pouco tempo as pessoas mais ou menos cultivadas, em geral, estimavam que o acontecimento capital do século XX fora a Revolução Russa, com a conseqüência da expansão mundial do comunismo. Mas depois da queda do Muro de Berlim (1989) e a dissolução auto-imposta da União Soviética, de um dia para outro o esquecimento desceu sobre o marxismo e sobre sua realização pratica. Então, que outro acontecimento? Poderia haver um mais importante do que as revoluções, as duas Guerras Mundiais, os genocídios, a chegada do homem à lua e outros acontecimentos e fenômenos terríveis e extraordinários do século que terminou? Para nós há um acontecimento de extrema gravidade, capaz de suscitar a justa cólera de Deus em relação ao mundo: a perda da Fé por grande parte da hierarquia católica, que emergiu a partir do Concilio Ecumênico Vaticano II (1962–1965). Naturalmente nos referimos à fé tal como resulta dos documentos oficiais do Magistério atual.

O indício dessa perda da Fé é o louvor do mundo, inimigo do Cristo.

Como o mundo, por definição "reino do príncipe desse mundo", se entusiasmou tanto por um Concilio Ecumênico que deveria ex officio condenar seus erros e repetir a doutrina e a moral professada pela Igreja durante dezenove séculos? Os cantos de vitória pelo "espírito de abertura" dirigidos aos valores professados pelo homem contemporâneo não cessam, espírito de abertura manifestado pelo Vaticano II, que substituiu as condenações pela misericórdia, os anátemas pela compreensão, as conversões das almas ao Cristo pela procura do "dialogo": pôs assim o dialogo com o erro no lugar do dialogo tradicional com o errante para a salvação de sua alma. Esse mundo não se cansa de repetir, aliás em uníssono com a atual Hierarquia, que o Concilio representou (finalmente) o "aggiornamento" da Santa Igreja aos valores seculares que ela tinha rejeitado sempre, no passado: da ciência ao progresso, da liberdade de consciência à dignidade do homem, à fraternidade universal, à procura coletiva da felicidade terrestre. Mas se os filhos do Século louvam o Concilio daqueles que Nosso Senhor chamou para os converter pela pregação e o exemplo e se os filhos do Século o louvam precisamente porque aqueles decidiram ir ao encontro da "religião do homem" (Paulo VI), em suma, se eles o louvam pela inversão antropocêntrica que se produziu de modo aparentemente improvisado no catolicismo oficial, isso significa que esse Concilio não foi uma coisa boa e que nele penetraram as trevas do Século.

Prova: A mudança doutrinal

A atualização da doutrina da Igreja à realidade de nosso tempo, - dizem – não foi capaz de atacar o "deposito da fé", quer dizer os dogmas ensinados desde sempre. Esta é a tese oficial: "aggiornamento", sim; "mudança doutrinal", não. Trata-se, em todo caso, de uma tese necessária. A Santa Igreja – é de fé – sempre gozou da assistência do Espírito Santo no que diz respeito ao dogma da fé e a regra dos costumes. Mudar, mesmo parcialmente, a doutrina até aqui ensinada (sobre a fé e sobre os costumes) permitiria a evidente e inaceitável conclusão segundo a qual o Espírito Santo, no passado, teria se enganado (e com o Espírito Santo os Mártires, os Santos, os Papas) ou não teria assistido a Santa Igreja! É por isso que não pode haver novidade nesse ponto e se, por infelicidade, houvesse alguma, seria um erro para se retificar o mais rápido possível para a Gloria de Deus e a salvação das almas.
Existe toda uma literatura sobre as mudanças doutrinais introduzidas ou promovidas pelo Vaticano II, pouco conhecida do grande publico, mas que não é menos válida; uma antecipação, se assim podemos dizer, das tomadas de posição de muitos entre os Padres do Concilio, da minoria fiel ao dogma. Basta pensar no intelectual católico Romano Amerio, morto há alguns anos, ilustre especialista de Campanella e do pensamento ético de Manzoni, autor de uma magistral análise – traduzida em francês, inglês e espanhol – sobre os múltiplos desvios do pós-concilio, provocados na raiz (é a tese muito documentada de Amerio) pelas "novidades" ambíguas introduzidas pelo Concilio, algumas das quais com odor de heresia (1). Amerio e outros pesquisadores acentuaram as ambigüidades e duplo sentidos presentes nos documentos conciliares, que misturam as proposições fiéis ao dogma com outras que o alteram e algumas vezes o contradizem. E essa ambigüidade, já presente no ensinamento de João XXIII, ficou agarrada como uma película venenosa ao magistério pós-conciliar até hoje.

Pequeno florilégio dos erros e ambigüidades conciliares

1) Na constituição Lumen Gentium,que trata da noção própria de Igreja, aparece claramente uma definição errada da Igreja, porque afirma, no artigo 8, que a "Igreja do Cristo" subsiste na Igreja católica e que à "Igreja do Cristo" pertencem também " elementos de santificação" e "verdades exteriores à Igreja Católica". Durante dezenove séculos foi ensinado que a Igreja Católica é a única e verdadeira Igreja do Cristo, porque foi fundada por Ele e constitui Seu Corpo Místico, único depositário da Verdade Revelada, na continuidade do ensinamento dele recebido e transmitido por são Pedro e pelos apóstolos a seus sucessores e aos Padres da Igreja, mantido "de mão em mão" (Concilio de Trento ) até hoje. Quem disso se separou foi considerado – a justo titulo – como cismático (seitas e não Igrejas) e, mais, herético, se professou doutrinas contrárias ao depósito da fé (como os luteranos, anglicanos, etc...). As comunidades cristãs que se afastaram da Igreja não podem, enquanto tais, conceder a salvação a seus membros: tendo se separado da única e verdadeira Igreja, estão privadas da ajuda do Espírito Santo, sem a qual a salvação da alma não é possível. E todas as outras religiões o podem ainda menos. Não tendo sido fundadas pelo Filho de Deus (que além disso não querem reconhecer) não podem ensinar a Verdade que nos foi revelada sobre os divinos Mistérios e sobre os costumes.

Foi assim que a Santa Igreja sempre ensinou. Diz ela, por acaso, que aquele que não é católico está a priori condenado à pena eterna? Não, porque sempre ensinou que podemos nos salvar com o batismo de desejo: explícito, quando aquele que pede o batismo, ainda estando fora da Igreja, já vive se esforçando para fazer a vontade de Deus, mas morre antes de receber o batismo; implícito, quando, estando, sem falta própria, fora da verdadeira fé, o não católico vive no entanto procurando fazer em tudo a vontade de Deus, afim de não morrer em estado de pecado mortal: ele se salva em sua religião mas não por intermédio de sua religião (2). O Vaticano II contradiz essa doutrina quando insere na Igreja do Cristo, ao lado da Igreja católica, "elementos de santificação e de verdade" ou ainda de salvação, representados pelas outras denominações cristãs enquanto tais, com suas falsas doutrinas, já formalmente condenadas pelo Magistério. As seitas são assim impropriamente elevadas ao nível de "Igrejas": isso está expressamente no artigo 3 do decreto conciliar Unitatis Redintegratio sobre o ecumenismo. Trata-se de erro teológico manifesto ao qual se acrescenta também um erro de lógica no artigo 4 seguinte, onde se diz que só a Igreja Católica mantém "toda a plenitude dos meios de salvação" (não mais portanto a unicidade) enquanto que as "Igrejas" dos protestantes e dos cismáticos , enquanto tais constituindo "meios de salvação" utilizados pelo Espírito Santo (!), mostram "carências". Já que a salvação é evidentemente sempre a mesma (o céu), não se compreende segundo qual lógica os "meios de salvação" dos protestantes e dos cismáticos, afligidos por "carências" e pois deficientes, podem por si mesmos conceder a mesma salvação que aquela que é oferecida pelos meios de salvação da Igreja Católica, meios que não sofrem essas "carências".

Os heréticos e os cismáticos fariam então parte da "Igreja do Cristo": é por isso que não se lhes pede para retornarem à única e verdadeira Igreja , depois de terem abjurado seus erros. De fato, o decreto Unitatis Redintegratio não fala de "volta" mas de "conversão" com um sentido completamente anormal: "a unidade não deve se fazer pela volta dos separados à Igreja Católica, porém antes pela conversão de todas as Igrejas no Cristo total, o qual não subsiste em nenhuma delas mas é reintegrado mediante a convergência de todas em Um" (3). Uma falsa noção de "Igreja do Cristo" é pois a base do "dialogo ecumênico" com os ditos "irmãos separados". A unidade à qual esse "dialogo" aspira é pois falsa, necessariamente aberrante, inclusive no plano lógico, já que devem fazer viver juntos a verdade e o erro: a imutável Verdade revelada confiada à Igreja com os delírios do livre exame individual, do "simul iustus et peccator" e outras coisas semelhantes; a necessidade das obras meritórias para a salvação com sua negação; o casamento "divinitus" indissolúvel com aquele muito solúvel dos protestantes e ortodoxos e etc...

2) A Lumen Gentium foi em seguida marcada por uma concepção errônea da colegialidade episcopal. Com efeito, a suprema potestas iuridictionis sobre a Igreja, que é outorgada pelo direito divino ao papa, foi atribuída (pelo artigo 22) também ao colégio dos bispos em união com o Papa, coisa nunca antes admitida. Temos, pois, dois titulares do poder supremo (um autentico absurdo jurídico) com a única diferença de que os bispos não a exercem sem a autorização do Papa. Em substância, essa fórmula de compromisso deixa as conferências episcopais praticamente livres para exercer as amplas autonomias e competências que lhes são reconhecidas ex novo pelo Concilio (decreto Christus Dominus, artigo 37), sobretudo em matéria litúrgica, para experimentar e adaptar os ritos às culturas locais (constituição Sacrosanctum Concilium, artigos 22,39, 40). O controle da Santa Sé sobre o comportamento dos bispos se reduziu, em substância, a constatar as iniciativas das Conferencias Episcopais, agora que a "potestas" da qual estão investidos colegialmente os bispos é "suprema" como a do Papa. As Conferências Episcopais assim pulverizaram a autoridade de cada bispo (a titulo individual). A autoridade do Papa e a autoridade do bispo sofreram uma diminuição impressionante dando vantagem à autoridade do coletivo dos bispos, que goza mesmo de poderes legislativos. A constituição hierárquica da Igreja foi subvertida pela instauração de uma oligarquia episcopal.

Alem disso, a Lumen Gentium trouxe uma outra modificação (artigo 9 e seg.) à noção de Igreja, concebida não como "corpo místico do Cristo" (São Paulo) mas como "povo de Deus". Agora é a comunidade dos fiéis, presidida pelos padres, que vem a ser a Igreja, como se esta última devesse se constituir essencialmente a partir de baixo, nas assembléias que constituem a Igreja local, a soma das quais constitui a Igreja Universal. Assim a parte é tomada pelo todo – o "povo de Deus" pela totalidade da Igreja – com o fim de introduzir aí uma visão democrática, próxima ao modo de sentir dos protestantes heréticos, totalmente estranhos à Tradição, a qual, evidentemente, sempre se manteve firme sobre a origem e a natureza sobrenatural da Santa Igreja, manifestada e garantida por sua organização hierárquica.

3) Em contra partida, a constituição Gaudium et Spes que trata da relação da Igreja (a "Igreja do Cristo" ex. artigo 8 da Lumen Gentium) e o mundo contemporâneo, sofre manifestamente de um antropocentrismo difuso, totalmente incompatível com a sã doutrina. No artigo 3 está dito que o "objetivo da Igreja...é salvar o homem, edificar a humanidade... por conseqüência... o Concílio, proclamando a grandeza eminente da vocação do homem... oferece à humanidade a cooperação sincera da Igreja, em vista de instaurar essa fraternidade universal que corresponde a essa vocação". Note-se bem: não se pensa em "salvar o homem" pecador por meio da conversão ao Cristo, único que lhe torna possível a vida eterna (Mc. 16, 15-16; Mt.28, 18-20). Não. , Essa Hierarquia pensa conseguir a "salvação" pelo engajamento na instauração da terrestre e mundana "fraternidade universal", que não tem nada a ver com o fim sobrenatural próprio da Igreja. É a fraternidade das ideologias leigas apodrecidas pelo tempo, das quais a Gaudium et Spes não hesita em extrair outras sementes: "as vitórias da humanidade [e quais seriam elas?] são um sinal da grandeza de Deus e o fruto de seu inefável desígnio" (artigo 34); "o progresso terrestre... é de grande importância para o Reino de Deus" (artigo 39), etc. Essa exaltação do homem encontra acentos impressionantes no artigo 22: "O Cristo...desvela também plenamente o homem a si mesmo e lhe manifesta sua altíssima vocação". Parece que Nosso Senhor não veio para salvar os pecadores que cressem Nele e se convertessem ("não vim chamar os justos, mas os pecadores" Mc. 2, 17) mas para fazer os homens tomarem consciência dessa grande coisa que ele, homem, é, para exaltar o homem! A altíssima vocação do homem resultaria de afirmações como as seguintes: "que o homem é a única criatura que Deus quis por ele mesmo" (art. 24 cit.) enquanto que "com a Encarnação o Filho de Deus se uniu de certa maneira a todo homem" (art.22 cit.) Por isso os homens "todos, resgatados por Cristo, gozam da mesma vocação e do destino divino" (art. 29). Difunde-se aqui os germes de uma doutrina que nunca fora antes ensinada pela Igreja (porque Deus fez todas as coisa para "Ele mesmo", para sua glória e nada "para ela mesma", nem mesmo o homem) (4), e que essa doutrina terá, como é conhecido, seu desenvolvimento no pós-Concílio: que Nosso Senhor, com a Encarnação seria, em certo sentido, unido a todo homem, de modo a poder considerar – por esse único fato – que todos os homens já estariam resgatados, sem necessidade de sua conversão ou de seu retorno ao Catolicismo. E é com essa falsíssima premissa (uma verdadeira armadilha para seus partidários) que se instaurou o "dialogo" com as outras religiões, para poder constituir com elas também uma unidade planetária, sincretismo não menos monstruoso do que o que é procurado com os heréticos e os cismáticos.

4) O Concilio deveria, em seguida, ter repetido a doutrina de sempre sobre as duas fontes da Revelação (a Sagrada Escritura e a Tradição), sobre a inerrância absoluta da Escritura, sobre a plena e total historicidade dos Evangelhos. Mas na constituição Dei Verbum sobre a revelação divina, esses princípios fundamentais são antes expostos de modo ambíguo (nos artigos muito contestados 9, 11, 19), com expressões que, em um caso, (no artigo 11) se prestam a interpretações inteiramente opostas, da qual uma reduz a inerrância apenas à "verdade consignada na Escritura para nossa salvação". O que equivale na pratica a uma heresia porque isso põe em dúvida o caráter absoluto da inerrância das Escrituras Santas.

5) O Concílio, em seguida, pôs em obra a reforma litúrgica, cujos tristes efeitos estão, há anos, sob as vistas de todos. A antiqüíssima e venerável liturgia católica da Santa Missa, coração do Catolicismo, desapareceu, substituída por um novo rito, em língua vulgar, que os Protestantes puderam declarar teologicamente aceitável! De fato, seu Institutio (1969 e 1970) não nomeia nem o dogma da Transubstanciação nem o caráter propiciatório do Sacrifício (graças ao qual nossos pecados nos são perdoados) que também constitui um dogma de fé (Denz. Schönm 938/1739-1741;950/1753). Ao contrario o acento é posto, à maneira protestante, não no Sacrifício do Senhor mas no banquete que é o seu memorial ou antes o memorial da Ressurreição (mistério pascal) mais do que da Cruz, oferecido para a assembléia dos fiéis sob a presidência do padre, assembléia que agora concelebra no mesmo plano que este último. Nessa missa, o Sobrenatural da verdadeira Missa católica, a repetição incruenta do Sacrifício da Santa Cruz por meio da transubstanciação do pão e do vinho em corpo e sangue do Senhor, desapareceu, sabendo-se que o Institutio se limita a mencionar uma "presença real" indiferenciada, não qualificada e não qualificadora, porque considera da mesma maneira a assembléia dos fiéis, a pessoa do ministro, a palavra do Cristo e as espécies eucarísticas. (5).

Os últimos estudos puseram em relevo de modo categórico porque o novo rito não pode de maneira nenhuma se definir como católico. Com efeito, "foi afastado do Rito da Missa tudo o que poderia ter uma relação com a pena devida pelo pecado, como também a finalidade propiciatória da Missa". Além disso, segundo a heterodoxa teologia "dita do mistério pascal", considerando o rito memorial capaz, por si só, de tornar presente, fora do tempo humano, os mistérios da morte e da ressurreição do Cristo, a reforma litúrgica modificou profundamente a estrutura ritual da Missa até o ponto de eliminar sua dimensão precisamente sacrifical (6). Isso tornou-se possível também pela utilização de uma noção de símbolo muito particular, de aparência esotérica - a nosso ver – que lembra as tenebrosas tanto quanto falaciosas doutrinas de um René Guénon e Cia.
Já que a teologia do mistério pascal considera a Eucaristia não mais como um sacrifício visível mas como um símbolo que torna misteriosamente presentes a morte e a ressurreição do Senhor e que permite, através destes fatos, o contacto com o Cristo glorioso, a presença do Cristo Sacerdote e Vítima cedeu o passo, na ação litúrgica, àquela do Kyrios que se comunica à assembléia (7). E uma tal, imprópria, quase mágica noção de símbolo, contribuiu para a elaboração de uma nova noção de Sacramento, naturalmente diferente daquela que pertence ao deposito da fé (8). Pois bem, essa incrível missa do Novus Ordo já estava antecipada nos artigos 7, 10, 47, 48, 106 da constituição conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a reforma litúrgica, a qual, além disso, nos artigos 21, 24,37, 38, 40, 90, 119, considera também a simplificação do rito, para o tornar mais fácil, mais adaptado (!) à cultura profana, nacional e local; atualização a ser conseguida através da criatividade e experiências litúrgicas.Todas essas novidades vão expressamente contra todos os ensinamentos da Igreja. Isso provocou os diversos e múltiplos ritos hoje dominantes, do afro-católico (que se exibe com danças e tambores dentro da própria Basílica de São Pedro em Roma), ao índio-católico, às variantes nacionais e locais e aos ritos pessoais dos diferentes oficiantes de serviço. À ortodoxia e à majestade do Rito Romano Antigo cujo cânon remonta aos Apóstolos, sucedeu a Babilônia do novo rito submisso à aculturação, fruto de uma doutrina perversa.

6) O Vaticano II mostrou que aceitava o conceito leigo da liberdade como "libertas a coactione – liberdade de não ser coagido", ontologicamente fundada na dignidade do homem enquanto homem, para justificar o caráter lícito de não importa qual culto religioso (declaração conciliar Dignitatis humanæ, artigos 2, 3, 4,). O Concilio justifica assim a liberdade entendida como autodeterminação absoluta do indivíduo, de um individuo que se considera realizado e auto-suficiente, enquanto que a Igreja sempre ensinou que a liberdade não pode se separar da Verdade (revelada) e que a dignidade da pessoa fica obscurecida se nela falta a retidão da vontade que procura o Bem, porque essa dignidade está fundada sobre valores sobrenaturais e não sobre o homem enquanto homem (9). E o Concílio, por conseqüência, introduziu a idéia da livre procura da verdade por parte da consciência individual, com suas próprias forças naturais, apenas e em união com os homens de boa vontade de todas as crenças e de toda fé (Gaudium et Spes, 16), o que é menos católico do que se possa imaginar. Essa colocação conduziu, por fim, à afirmação de uma substancial independência da "comunidade política" em relação à Igreja: uma e outra teriam em comum somente o fato de estar "a serviço" de uma geral "vocação pessoal e social entre os homens", de modo a poder realizar uma "sã colaboração segundo as modalidades adaptadas às circunstancias de lugar e de tempo" (Gaudium et Spes, 76) ou ainda segundo os critérios de simples oportunidade. Mas isso se opõe ao ensinamento constante da Igreja, segundo o qual a Igreja tem um primado sobre a "comunidade política" e essa última, mesmo em sua independência relativa, deve contribuir para a salvação das almas por meio da realização e a defesa de um bem comum inspirado nos valores católicos. Deveríamos continuar e pararmos por exemplo nas análises irreais do mundo contemporâneo contidas em Gaudium et Spes, maquiadas com os piores lugares comuns, tirados das ideologias leigas correntes de então e de hoje ou na imagem adocicada e não verídica das religiões não cristãs, apresentadas no artigo 16 de Lumen Gentium e pela declaração conciliar Nostra Ætate. Mas o que dissemos até aqui nos parece suficiente.

A despeito do castigo, a esperança.

A partir dessas rápidas visões, rigorosamente fundadas sobre textos, compreende-se que aconteceu alguma coisa semelhante ao que espantava Giuseppe Prezzolini, para justificar (apesar de ser um leigo) a condenação infligida por santo Pio X em 1908 à heresia modernista [que queria, justamente, adaptar a fé ao mundo moderno, quer dizer à ciência, à filosofia, à democracia, ao progresso, à fraternidade universal, ao sentimento e à liberdade individual, às culturas nacionais, etc, retirando dela, de fato, todo elemento sobrenatural] : "Os desejos dos modernistas teriam logicamente levado à destruição do catolicismo e a sua transformação em uma religiosidade vaga e geral e, no fundo, em uma cópia ruim do socialismo".

Não obstante a condenação, a heresia modernista se manteve escondida na espera de "tempos melhores", que já começaram a aparecer nos anos vinte e trinta do século passado, com a Nova Teologia, sobretudo na Alemanha e na França. Essa Nova Teologia retomou e desenvolveu os erros do modernismo, conseguindo em seguida penetrar amplamente nos textos do Concílio, não obstante as censuras e as condenações (aliás moderadas) de Pio XII, evidentemente partilhadas por alguns setores, tanto do alto quanto do baixo clero (porém mais do alto clero). Isso pôde acontecer porque o Vaticano II quis se declarar como um simples concilio pastoral, que não pretendia pois definir nem dogmas, nem erros. (Nota lida "in aula" dia 16 de novembro de 1964), renunciando assim de modo inusitado ao carisma da infalibilidade, intrínseca ao magistério extraordinário de um autêntico concílio ecumênico. (A natureza jurídica do Vaticano II ficou então indeterminada). Essa singular "capitis deminutio – redução da autoridade" de sua parte tem por conseqüência que a crítica das novidades introduzidas por esse Concilio não contradiz o dogma da infalibilidade que o Concilio não requereu nem proclamou.

O castigo não se fez esperar. As igrejas, os conventos, os seminários se esvaziaram. Os padres e as freiras parecem uma espécie em via de extinção e aqueles que ainda há parecem, em grande número, possuídos por uma mentalidade de protesto, inclinados à rebelião e às reivindicações sociais, mais à política do que ao cuidado das almas. A unidade católica foi – de fato - dissolvida em "igrejas" nacionais e continentais, governadas por suas Conferências episcopais respectivas. O mundo católico vegeta em um clima de anarquia substancial, contra o qual a Santa Sé se mostra sempre impotente. (E não poderá começar a remediá-lo, segundo nós, enquanto não forem retirados os obstáculos que a própria Santa Sé colocou ilegitimamente contra a livre celebração da verdadeira Missa de Rito Romano antigo, da verdadeira Missa católica, declarada perpetuamente válida por são Pio V e nunca ab-rogada por quem quer que seja, e que portanto não cessou jamais de ser legitimamente celebrada, mesmo que seja por uma pequena minoria, a partir de 1969, ano da introdução do Novus Ordo).
O Catolicismo não atrai mais ninguém, seu prestígio nunca esteve tão baixo enquanto que os católicos apostasiam em número cada vez maior. As nações católicas estão tomadas pelo indiferentismo religioso o mais avançado e por uma espantosa dissolução moral e civil, cujos germes preexistiam em virtude do materialismo e do ateísmo difundidos de maneiras diferentes, mas complementares, pelos dois modelos dominantes, o americanismo e o comunismo. Em seguida, nas duas últimas décadas, uma migração assassina de povos, principalmente muçulmanos, começou a se abater sobre as nações católicas, assim como sobre todo o resto do "Ocidente".

A terra parece toda corrompida (Gen. 6,11). Nosso Senhor, Filho de Deus, consubstancial ao Pai, instituiu sua Igreja para a salvação do mundo: "Ide ...fazei de todos os povos meus discípulos..."(Mat. 28,19).Se a fé da maior parte dos pastores, infelizmente, se corrompe, quem converterá o mundo, quem o salvará? Devemos nós então desesperar com o futuro? Não, porque Nosso Senhor disse que "as portas do inferno não prevalecerão" sobre a Santa Igreja (Mat. 16,18). Esperamos, pois, se Deus quiser, que desde o princípio do século XXI, a hierarquia comece a rasgar o véu das falsas doutrinas que desde muito tempo lhe cobre o rosto, que escute finalmente o grito das almas imersas nas trevas, que volte a pregar o dogma da fé e se apresente outra vez a seu rebanho com toda a audácia da fé.

Desejamos que todos os povos comecem a sacudir, pela graça de Deus, o hedonismo, o materialismo, o vazio mental e a nulidade espiritual que os destroem atualmente, para que reencontrem a convicção de sua missão. Não é a política mas a religião que é tudo! É preciso se levar em conta que o reino da política acabou e que os povos, assim como os indivíduos, devem fazer a vontade de Deus, do verdadeiro Deus Uno e Trino. O resto não conta. Ousemos esperar que as nações católicas voltem reconhecer como suas a obrigação de "tudo instaurar em Cristo": a restauração do catolicismo como doutrina e forma de vida, para a nossa salvação e para a salvação do mundo, de modo a poder um dia reconhecer-se inteiramente num Papa que ouse, finalmente, elevar bem alto o estandarte da Fé.

Fonte: reconquistabr

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CATÓLICOS LIBERAIS, OS PIORES INIMIGOS DA IGREJA


A Igreja Católica, desde o surgimento do liberalismo maçônico e de seu triunfo a partir da revolução francesa, luta a duras penas para conter o avanço da impiedosa mentalidade que vem destruindo a fé da maioria dos católicos no mundo todo. Hoje, mesmo aqueles que freqüentam paróquias, comungam, participam de pastorais, movimentos e “ministérios”, estão tomados pela mentalidade liberal. Desde Bento XVI até o mais humilde fiel, passando por bispos e sacerdotes, via de regra todos defendem que as religiões não católicas são boas, que os não católicos agradam a Deus desde que O busquem em suas vidas, que Deus está verdadeiramente presente também em suas religiões, etc...
Quando a Igreja começou a perder terreno devido ao avanço liberalismo, uma “avalanche” de documentos papais começou a brotar de Roma, sempre ensinando com firmeza a verdade católica. Neste sentido foram muitos os documentos, pronunciamentos e ações dos papas para gloriosamente tentar vencer o inimigo. O esforço não foi em vão, e por muitos anos o ímpeto liberal foi detido ou pelo menos amenizado. Mas a partir do século XIX a situação se agravou ainda mais, e o resultado deste agravamento é a babel que nós vivemos hoje. E por que isso aconteceu? Porque a partir deste período foram os próprios católicos que miseravelmente passaram a apoiar os princípios liberais, resumidos na tríade “liberdade-igualdade-fraternidade”. Tais pessoas receberam a alcunha de “católicos-liberais”, e muito trabalharam para a concretização da síntese entre a doutrina católica e a revolução francesa, levada a cabo pelo Vaticano II.
Infelizmente, muitos destes católicos-liberais concordavam com toda a doutrina maçônica, e as defendiam abertamente. Estes era fácil de se combater, bastando mostrar-lhes os seus erros de acordo com os ensinamentos da Igreja. Mas outros católicos concordavam com os princípios do liberalismo, mas não com a doutrina que os embasava. Foram precisamente estes que iniciaram a tentativa de síntese entre a revolução francesa e a doutrina católica. Assim que começaram a agir, persuadindo os fiéis a acreditarem que haviam verdades nos princípios maçônicos que poderiam e deveriam ser assimilados pela Igreja, prontamente os papas reinantes reagiram e denunciaram este empreitada como anti-católica. Na página 73 do livro “Do Liberalismo a Apostasia – A Tragédia Conciliar”, Dom Lefebvre nos conta que um padre de nome Roussel reuniu em seu livro “Liberalisme et Catholicisme” uma série de declarações do Papa Pio IX que condenaram estatentativa de aliar a Igreja com a revolução. Na primeira delas que citarei, vejam o que ensinou Pio IX a um círculo católico de Milão, no ano de 1873:
“(...) Entretanto, por mais que os filhos dos séculos sejam mais hábeis que os filhos da luz, as astúcias dos inimigos da Igreja teriam MENOR ÊXITO se um grande número dos que levam o nome de católicos não lhes estendesse a mão amiga. MAS POR DESGRAÇA há os que parecem querer andar de acordo com nossos inimigos, e se esforçam por estabelecer uma ALIANÇA ENTRE A LUZ E AS TREVAS, um acordo entre a justiça e a iniqüidade, por meio destas doutrinas chamadas de “católico-liberais”; estas, apoiando-se em princípios os mais perniciosos, afagam o poder laico quando invade as coisas espirituais e fazem os espíritos respeitar ou pelo menos tolerar as leis mais iníquas, como se não estivesse escrito que ninguém pode servir a dois senhores. ESSES SÃO CERTAMENTE MAIS PERIGOSOS E MAIS FUNESTOS DO QUE OS INIMIGOS DECLARADOS, porque agem sem serem notados, ou pelo menos pensam agir assim. Porque MANTENDO-SE NO JUSTO LIMITE DAS OPINIÕES CONDENADAS FORMALMENTE, mostram uma certa aparência de integridade e de doutrina reta, seduzindo assim aos imprudentes amadores de conciliação e enganando gente honesta, QUE SE REBELARIA CONTRA UM ERRO DECLARADO. Assim dividem os espíritos, desfazem a unidade e DEBILITAM AS FORÇAS QUE TERIAM QUE SE UNIR PARA LUTAR CONTRA O INIMIGO...”.
Estas palavras caem como uma luva contra os defensores do concílio Vaticano II. Os “católicos” amigos da revolução francesa, querendo sustentar os princípios liberais e simultaneamente não podendo defender o embasamento de tais princípios (pois foram violentamente condenados), passaram a tentar conciliar a verdade católica com aquilo que eles pensavam que havia de cristão no liberalismo. Daí as nefastas doutrinas da liberdade religiosa conciliar, do ecumenismo, do diálogo inter religioso. “Vejam!”, disseram estes católicos, “a Igreja condenou a liberdade de culto baseada na consciência da pessoa, mas tal doutrina fundamentada na dignidade humana estaria perfeitamente de acordo com o evangelho”. Ou então: “Vejam, o ecumenismo que a Igreja condenou é o irenista, aquele que não admite que exista uma verdade. O ecumenismo que propomos é de um outro tipo, é evangélico, apesar de nunca ter sido realizado em mais de 1900 anos deIgreja. Deus estava esperando nós nascermos, os católicos-liberais, para trazermos esta grande verdade bíblica ignorada por séculos”. Pio IX então vai dizer que estes malditos católicos são piores do que os maçons, piores que os maiores inimigos da Igreja, pois tais católicos mantêm-se no “justo limite das opiniões condenadas formalmente”, mostrando assim uma certa “aparência de integridade e de doutrina reta”, o que faz enganar “gente honesta que se rebelaria contra um erro declarado”. Mais claro, impossível.
Por não poder declarar a liberdade de culto no Estado católico fundamentando-a como os liberais na consciência do sujeito, os católicos maçonicos então fundamentaram-na na dignidade humana, ensinando uma doutrina NUNCA ANTES ENSINADA, estabelecendo uma prática nunca antes adotada. E aí vem católicos honestos, que se rebelariam contra um erro declarado, e acabam aceitando o erro camuflado sobre aparência de verdade. A verdadeira liberdade religiosa obviamente é doutrina católica, e foi ensinada inúmeras vezes pelos papas, que citaram a dignidade de filhos de Deus como elemento fundamental para exercê-la. Mas esta liberdade conciliar, que dá direito de “não ser impedido de agir” também aos que erram é uma verdadeira aberração doutrinal jamais ensinada pela Igreja. E a Igreja já ensinou TUDO o que poderia ser ensinado. E a Igreja sistematicamente ensinou que qualquer novidade doutrinal deve sempre ser rejeitada pelos simples fato deser novidade doutrinal. Não seria um concílio abominável (pois nele os católicos se uniram a protestantes e maçons) que ensinaria uma “verdade” que até então teria recebido o nome de “tolerância”, como querem os defensores do Vaticano II. Continuando, Pio IX também disse aos redatores de um jornal católico de Rodez, em dezembro de 1876:
“(...) Nós só podemos aprovar-vos pelo fato de terem empreendido a defesa e explicação das determinações de nosso Syllabus, principalmente as que condenam o liberalismo dito católico: o qual, contando com um grande número de partidários MESMO ENTRE OS HOMENS HONESTOS E DANDO A IMPRESSÃO DE SE AFASTAR POUCO DA VERDADE, ENGANA MAIS FACILMENTE os que não estão de sobreaviso, e destruindo o espírito católico insensivelmente e de modo velado, diminui as forças dos católicos e AUMENTA AS DO INIMIGO”.
Novamente, Pio IX vai insistir nesta questão de homens honestos defenderem a síntese entre revolução e Igreja. E que tais homens enganam os católicos, pois dão a impressão de se afastar pouco da verdade, o que aumenta as forças do inimigo. Estes são os piores inimigos da Igreja. No mês de julho de 1871 o Papa disse o seguinte aos peregrinos de Nevers:
“(...) O que aflige nosso país e o impede de receber as bênçãos de Deus é esta MISTURA DE PRINCÍPIOS. Direi e não me calarei: O QUE TEMO NÃO SÃO ESTES MISERÁVEIS DA COMUNA DE PARIS...o que temo é esta desastrada política, ESTE LIBERALISMO CATÓLICO QUE É UM VERDADEIRO FLAGELO...este jogo de pêndulo que DESTRUIRIA a verdadeira religião. Sem dúvida, deve-se praticar a caridade, fazer o possível para atrair os extraviados; entretanto, NÃO É NECESSÁRIO POR CAUSA DISSO COMPARTILHAR COM SUAS OPINIÕES...”.
Pio IX então diz temer mais os católicos liberais do que os comunistas. E por que? Porque estes compartilham das opiniões liberais maçônicas, desejando uma síntese que destruiria a Igreja Católica. E o Papa vai de novo realçar isto, em um “breve” a um círculo católico de Quimper, em 1873:
“(...) em muitas ocasiões em que temos repreendido os partidários das opiniões liberais, não tínhamos em vista aqueles que odeiam a Igreja e aos quais seria inútil falar, mas nos referimos aos que CONSERVANDO E MANTENDO ESCONDIDO O VÍRUS DOS PRINCÍPIOS LIBERAIS ,com que se alimentaram desde o berço, sob o pretexto de NÃO ESTAR INFECTADO COM UMA MALÍCIA CLARA e que SEGUNDO ELES não é prejudicial a religião, o transmitem facilmente as almas e PROPAGAM assim AS SEMENTES DESSAS REVOLUÇÕES que sacodem já há bastante tempo o mundo”.
Todas estas passagens demonstram com clareza o perigo que é assimilar princípios da revolução francesa, aplicando-os a doutrina católica. E foi isso exatamente o que o Vaticano II fez! A LIBERDADE religiosa, a IGUALDADE sugerida a partir da colegialidade e a FRATERNIDADE “universal” a partir do ecumenismo e do diálogo são princípios liberais sintetizados a doutrina da Igreja. Tanto é verdade que o Vaticano II admitiu que a purificação e assimilação dos princípios liberais era o seu fim primordial. Veja o que está escrito no número 11 da Gaudium et Spes:
“(...) O Concílio tem a intenção antes de tudo de distinguir sob esta luz AQUELES VALORES QUE HOJE SÃO DE MÁXIMA ESTIMAÇÃO, relacionando-os à sua fonte divina. Estes VALORES, enquanto derivam da inteligência do homem que lhe foi conferida por Deus, SÃO MUITO BONS. Mas por causa da corrupção do coração humano eles se afastam não raro da sua ordem devida e por isso PRECISAM DE PURIFICAÇÃO”.
Ora, os valores que hoje são de máxima estimação pelos liberais e demais católicos que lhes estendem as mãos são exatamente os princípios liberais, que o concílio diz ser sua intenção “purificá-los”. E o então cardeal Ratzinger confirmou isso, ao conceder entrevista a revista “Jesus”, em 1984:
“(...) O problema dos anos 60 era adquirir os melhores valores resultantes dos séculos de cultura “liberal”. Efetivamente são valores que MESMO NASCIDOS FORA DA IGREJA PODEM ENCONTRAR SEU LUGAR, purificados e corrigidos, em sua visão do mundo. É o que foi feito”.
Incrível! Termino com uma frase de Dom Lefevre, que na página 51 do livro que citamos e que retiramos todas estas passagens escreveu:
“(...) É dramático que se afirme que os papas não viram o que há de verdade cristã nos princípios da revolução de 1789”. E continua na página 52: “É uma impiedade e injustiça aos papas dizer-lhes: ‘vós haveis juntado na mesma condenação os falsos princípios do liberalismo e as liberdades boas que ele propõe; haveis cometido um erros histórico’”.
Lutemos contra os defensores do Vaticano II, sabendo que são católicos liberais tão condenados quanto foram os liberais não católicos. Estejamos atentos também a esta ressalva: este tipo de católico é ainda pior do que os liberais, é um inimigo ainda mais perigoso do que maçons e comunistas. Mesmo que estejam bem intencionados.
Sandro Pelegrineti de Pontes


Alguns textos sobre a Renovação Carismatica Anti-Católica

retirado do blog Igreja Una
O que é a RCC?
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RCC, Canção Nova e Aprovação da Igreja.
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Comentários aos Internautas carismáticos

Socialismo latino-americano

Uma cena do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela), na sexta-feira, em Riveralta, no norte da Bolívia, fez lembrar os idos tempos do "culto à personalidade" no bloco soviético. Na cidade em que Lula anunciou um empréstimo para o colega Evo Morales construir uma rodovia, soldados desfilaram diante de estandartes com as fotos dos três presidentes.

Coincidentemente, as efígies dos três latino-americanos foram dispostas de forma que faz lembrar as imagens dos patriarcas comunistas nos desfiles soviéticos do século passado (abaixo, as comemorações de 1º de maio de 1964 na Praça Vermelha, em Moscou). Trocando-se Lula, Morales e Chávez por Marx, Engels e Lenin - e substituindo-se o calor amazônico pelo outono russo - , a solenidade de Riveralta e o Dia do Trabalho moscovita guardam semelhanças.

fonte: jornal zero hora

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Pio XI definiu que:


"ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista", porque "católico e socialista são termos antitéticos" (Pio XI, Quadragesimo anno, Denziger, No. 2270).

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Leão XIII afirmou com energia a total oposição entre catolicismo e socialsimo, ensinando que:

"(...) ainda que os socialistas, abusando do próprio Evangelho, a fim de enganarem mais facilmente os espíritos incautos, taenham adotado o costume de o trocerem em proveito de sua opinião, entretanto a divergência entre as suas doutrinas depravadas e a puríssima doutrina de Crsito é tamanha que maior não poderia ser. Pois "que pode haver de comnum entre a justiça e a iniquidade? Ou que união entre a luz e as trevas?(2 Cor.VI,14)" ( Leão XIII, Quod Apostolici Muneris, Vozes, Petrópolis, p.8).

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mensagem do distrito francês da FSSPX na ocasião da visita do Papa Bento XVI à França


Sobre a ocasião da visita do Sumo Pontífice ao nosso País, nós assumimos nossa união indefectível à Sé Apostólica. Nós estamos contentes que o Papa Bento XVI, durante 150° aniversário das aparições de Lourdes, tão caros para o coração da França e para todos os católicos, vem estar diante a Gruta.

Pelo Terço e o Rosário, rezemos à Virgem Maria para que o Sucessor de Pedro, nesta época terrívelmente difícil de assegurar o governo da Igreja, possa encontrar em Lourdes a lucidez e a força para reconhecer, denuncar e extirpar os erros conciliares, que são, essencialmente, a origem da crise da Igreja.

Rezemos para que a Fé católica, na qual fora dela não há salvação, seja dada às almas e que Cristo Rei possa reinar novamente sobre os países e sociedades.
Abbè Régis de Cacqueray-Valménier Superior do Distrito da França


sábado, 6 de setembro de 2008

Homenagem a Mons. Willianson




ESSA É MINHA OPINIÃO E A SUA?"

Texto de Ana Maria


Não sou contra CVII, mas que ele tem coisas “estranhas" na sua interpretação lá isso tem.

Se os Cardeais acharam que tinham que mudar, temendo um cisma, e agora estamos prestes a que?

Essa liberdade dada aos leigos foi terrível! Particularmente, não
gosto de mulheres como "ministra" extraordinária da comunhão, meninas coroinha e estão querendo por até acólito mulher, daí para um levante a mulheres no sacerdócio , é um passo.

Se o povo quer cantar, bater palmas, que o faça em casa, na Igreja não é lugar disso. Vim da r.c"c", e mesmo sem entender muitas coisas, aquilo me incomodava.

Acontece que o povo sempre quis novidade e gosta disso, se a Missa Nova for bem celebrada é piedosa. Mas a algazarra que é em muitas paróquias, é triste e lastimável.

A Santa Missa não é mais o sacrifício de Nosso Senhor na cruz, ali na nossa frente, agora é o povo ao redor da ceia do Senhor.

Isso é um aborto! Porque não caso também trocaram o nome para, antecipação terapêutica do parto.

Agora o povo canta, bate palma, “participa", mas não sabe mais o que é respeito, não teme mais a Deus. Não é difícil encontrar os que saem da Santa Missa e vão à bares, danceterias(até padres aqui SJ Campos vai), consultar cartomantes e afins.

Redemptiones Sacramentum está aí, quem leu?

Sem falar nos seminários vazios! Por quê? Essas tais comunidades de vida que se dizem carismáticas, estão roubando as vocações religiosas!

Uma coisa que aconteceu entre outras tantas que ainda não sei, a piedosa oração que se fazia no final da Santa Missa, em devoção a São Miguel Arcanjo, também deixou de ser obrigatório. Por quê? A quem interessaria isso?

A Igreja nunca permitiu a cremação de corpos, mas agora pode.

Não se via mulheres seminuas na Santa Missa, agora pode. Fui falar com o padre para orientar as moças e senhoras (acreditem nem essas se dão mais ao respeito dentro da igreja), porque é um abuso certas roupas, sabe o que ele me disse? E se a pessoa não tem outra, melhor vir assim.

Mas sabemos que isso não é verdade, porque quem, por mais pobre que seja, não tem uma camiseta? Simplesmente se vestem assim porque vão se exibir e desfilar moda.

Leigos no presbitério com suas mãos comungam do corpo e sangue do Senhor, isso é proibido!

Falei com o padre, ele me disse: isso abala em que sua Fé? Respondi: não abala minha Fé, me deixa pasma ver um sacerdote desobedecer ao que manda o documento da Igreja.

Só para constar, não sou aceita na paróquia, porque eu falo muito de documentos e o que vale é o que o padre manda. Então, não acato !



Dizem ser a r.c"c" primavera para Igreja, não é, ela é um inverno tenebroso com temperaturas abaixo de zero! Que a tal não é movimento da Igreja, ela movimenta a Igreja (arght!!).

Seus membros citam CVII com louvor como se fosse dogmático, eles amam ecumenismo de mão única! (notem que carismático não cita os Santos Doutores e nem documentos da Igreja, só CVII, estranho!).

Alguns arrumaram uma saída e usam CVII como respaldo de sua má interpretação.

A r.c"c" serve para católico que não tem coragem de ser protestante, e serve para protestante quem não tem coragem de ser Católico.

Fico com o Papa, ele tem que dar um jeito urgente nessa situação!

Não aceito CVIII, Deus me livre!! Já pensou no que os bispos comunistas vão fazer?

Enterrar aos poucos CVII é a solução e ensinar que os outros Concílios e Catecismos ainda valem!

ESSAS MUDANÇAS EU GOSTARIA DE VER:

1 - Missa Tridentina é dogma de Fé nunca foi proibida, obrigatória aos domingos

2 - Uso de Véu para mulheres na Igreja e traje decente na igreja.

3 - Padre? De batina, solidéu preto. Andar a pé, nada de carrão.

4 - Comunhão de joelhos e na boca.

5 - Batismo: realizado com 1 mês de vida(é o que manda o os documentos da Igreja) Passaria a obrigatório. (meu filho foi batizado com 15 dias, respondi inúmeras vezes que ele não era doente e nem desenganado. Na preparação para o batismo, tive que responder que minha gravidez não era de risco. Haja Fé!).

6 - Penitência, Primeira Comunhão: 10 anos. Crisma: 15anos.

7 - Proibição da tl (tomba lata).

8 - Proibição da r.c"c".

9 - Proibição do neocatumenato.

11 - Obrigatório a oração do rosário as 18 horas em todas as paróquias.

12 - Restauração da catequese dada as crianças

13 - Restaurações dos seminários, obrigatório latim, vestimenta adequada a eles

14 - Proibição dessas comunidades de vida e oração, pois estão acabando com os seminários e conventos.

15 - Conventos OBRIGATÓRIO uso do hábito (essas freiras andam muito modernas).

16 - Oficializava a excomunhão do Boff e excomungava betto, casaldáliga, sobrinho, muitos outros.

17 Retirava a excomunhão do S.Ex. Dom
Marcel
Lefebvre.
18 - Volta a ser OBRIGATÓRIOA A ORAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO no final da Santa Missa.

19 – Acabava com a CNBB E O CELAM

20 - Dogma de Fé, PROIBIDA a canonização de Madre Tereza de Calcutá.
21 – E tem mais coisas...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Retábulo

Novo retábulo do seminário da Fraternidade na Argentina (essa igreja não tem mais que 10 anos de pronta e o retábulo foi feito há pouco tempo).
Não existem motivos para se fazer essas aberrações modernistas que se erguem hoje, sem respeitar os padrões de beleza e de templo Católico!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Onde estavam as autoridades que deixaram isso acontecer (não são diferenças acidentais)?

A concepção que o altar deveria ter forma de uma mesa e o sacerdote junto a ele estar voltado para o povo, tem sua origem na reforma protestante do sec XVI que não tendo mais sacerdócio hieráquico, reduziu a Santa Missa a uma ceia comemorativa, negando que nela (quando celebrada por um sacerdote validademente ordenado) se perpetua o sacrificio de Jesus na Cruz, cujo fruto o Corpo Sagrado do Senhor recebemos na Comunhão. (livro: Santa Missa Mistério da Nossa Fé).
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"Separar o Tabernáculo do Altar é equivalente a separar duas coisas, as quais, por sua verdadeira natureza, devem permanecer juntas". (PIUS XII, Alocução do Congresso Litúrgico Internacional- Assis-Roma, setembro 18-23,1956).cf. Mediator Dei, 1.5. nota 28.
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São Pio V concebeu o Missal Romano( como a presente Constituição relembra), de forma que ele pudesse ser um instrumento de unidade entre os católicos. Conforme as injunções do Concílio de Trento isto se deu para excluir do culto litúrgico, todo o perigo de erros contra a Fé, que naquele tempo estava ameaçada pela Reforma Protestante. A gravidade da situação era plenamente justificada e até mesmo fez com que se tornasse profética , a solene advertência dada pelo Santo Pontífice no final da Bula de promulgação desse Missal: "Deveriam todos presumir que ao mexer nesse Missal, incorrerão na Ira do Deus Altíssimo e dos seus Bem-Aventurados Apóstolos, Pedro e Paulo"(Quo Primum, Julho 13,1570), trecho da
carta do Cardeal Ottaviani a Sua Santidade Papa Paulo VI



Assim se recebe uma benção

Ingrid Betancourt e familiares, em audiência hoje com Sua Santidade, o Papa Bento XVI.
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E com vestir dignas (saia, vestido e véu).

Imagem do blog Fratres in Unum