quarta-feira, 18 de junho de 2008

EXTRA ECLESIAM NULLA SALUS!!


"De coração cremos e com a boca confessamos uma única Igreja, não de hereges, mas a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva" (IV Concílio de Latrão, Denzinger, 423)
"Lançai fora a ímpia e funesta opinião de que, em qualquer religião, é possível chegar ao caminho da salvação eterna. Papa Pio IX"
Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: "Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou" (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe "um só Senhor, uma só fé e um só batismo" (Ef 4,5). De fato, apenas uma foi a arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura antecipada da única Igreja; encerrada com "um côvado" (Gn 6,16), teve um único piloto e um único chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi destruído. A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo profeta: "Salva minha vida da espada, meu único ser, da pata do cão" (Sl 21,21). Ao mesmo tempo que Ele pediu pela alma - ou seja, pela cabeça - também pediu pelo corpo (Sl 21,21)." (Confira: Bula Unam Sanctam - Papa Bonifácio VIII, promulgada em 18/11/1302)
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Fora da Igreja não há salvação

“Todos os Homens têm necessidade de pertencer à Igreja para conseguir a Salvação (Dogma de Fé) O Concílio de Latrão (1215) declarou no Caput Firmitter: “ Uma só é a Igreja Universal dos fiéis, fora da qual ninguém se salva” (« extra quam nullus omnino salvatur»); Dz 430. O mesmo foi ensinado no concílio unionista de Florença (Dz 714) e pelos papas Inocêncio III (Dz 423), Bonifácio VIII na Bula Unam Sanctam (Dz 468), Clemente VI (Dz 570b), Benedito XIV (Dz 1473), Pio IX (Dz 1647,1677), Leão XIII (Dz 1955) e Pio XII na encíclica Mystici Corporis (Dz 2286, 2288).
Pio IX declarou contra o moderno indiferentismo religioso em matéria de religião: “ Por razão da fé, há que manter que fora da Igreja apostólica romana ninguém pode alcançar a salvação. Esta Igreja é a única Arca de Salvação. Quem não entra nela perecerá como no dilúvio. Contudo, há que admitir também como certo que aqueles que ignoram a verdadeira religião, no caso em que esta ignorância seja invencível, não aparecem por isso carregados com culpa diante dos olhos do Senhor.”;Dz 1647.
A necessidade de pertencer à Igreja não é unicamente necessidade de preceito, mas também de meio, como indica claramente a comparação com a Arca, que era o único meio de escapar à catástrofe do dilúvio universal. Mas a necessidade de meio não é absoluta mas hipotética. Em circunstâncias especiais, como no caso de ignorância invencível ou de impossibilidade, a pertença actua à igreja católica pode ser substituída pelo desejo da mesma (votum). Nem é necessário que este desejo seja explícito, mas que pode também traduzir-se por uma disposição moral para cumprir fielmente a vontade de Deus (votum implicitum). Desta maneira podem, mesmo assim, alcançar a salvação os que se encontram de facto fora da Igreja Católica. Cf Carta do Santo Ofício de 8.8.1949 (Dz 3866-73).
Cristo ordenou que todos os homens pertencessem à Igreja, pois a fundou como uma instituição necessária para alcançar a salvação. Ele revestiu os apóstolos da sua autoridade e deu-lhes o cargo de ensinar a baptizar a todas as pessoas, fazendo depender a salvação eterna de que estas quisessem receber a sua doutrina e ser baptizadas; cf Lc 10,16; Mt 10,40; Mt 10,40 ; 18,17; 28,19s; Mc 16,15s. Todos aqueles que com ignorância inculpável desconhecem a Igreja de Cristo, mas estão prontos para obedecer em tudo aos mandamentos da vontade divina, não são condenados, como se deduz da justiça divina e da universalidade da vontade salvífica de Deus, da qual existem claros testemunhos na escritura (1Tim 2,4).
Os apóstolos ensinaram que é necessário pertencer à Igreja para conseguir a salvação, pois pregam que a Fé em Cristo e no seu evangelho é necessária como condição, para salvar-se. S. Pedro confessa diante do Sinédrio: “ Em nenhum outro existe salvação” (Act 4,12); cf Gal 1,8; Tit 3,10s; 2 Jo 10s. É convicção unânime dos padres que fora da Igreja não é possível conseguir a salvação. Este princípio não era somente aplicável aos pagãos, mas também em relação aos hereges e cismáticos. S. Ireneu ensina que: « na operação do Espírito não têm participação todos aqueles que não correm na Igreja, mas que se defraudam a si mesmos privando-se da vida pela sua má doutrina e péssima conduta. Porque onde está a Igreja, ali está o Espírito de Deus e onde está o Espírito de Deus, ali está a Igreja e todas as suas graças» (Adv. Haer. III 24,1). Orígenes enuncia formalmente esta proposição: “Fora da Igreja ninguém se salva.” («extra ecclesiam nemo salvatur») In Iesu Nave Hom. 3,5; e de maneira parecida se expressa S.Cipriano: “Fora da Igreja não há salvação” («salus extra ecclesiam non est») ; Ep. 73,21 Os padres antigos (v.g. Cipriano,Jerónimo, Agostinho, Fulgêncio) vêm no Antigo Testamento algumas passagens que significam a necessidade de pertencer à Igreja. Tais são, entre outros, a Arca de Noé para escapar ao dilúvio e a casa de Rahab (Jos 2,18s). A expressão prática dessa fé da igreja primitiva - na necessidade de pertencer à Igreja para alcançar a salvação -, temo-la no extraordinário zelo missionário e prontidão em sofrer o martírio, nas lutas contra as heresias dos primeiros séculos.
Junto a esta forte insistência na necessidade de pertencer à Igreja para conseguir a salvação, é compreensível que só timidamente se aponte ao pensamento a possibilidade que têm de salvar-se os que estão fora da mesma. S. Tomás ensina, com a tradição, a necessidade de pertencer à Igreja para salvar-se. Expôs. Symb. a.9 Por outro lado, concede a possibilidade de justificar-se extra-sacramentalmente pelo “votum baptismi” , e com isso a possibilidade de salvar-se sem pertencer actualmente à Igreja, por razão do votum ecclesiae ; S.Th III 68,2.Nota: a propósito da acusação de intolerância que se lança contra a Igreja Católica convém distinguir entre intolerância dogmática e intolerância civil. A Igreja condena a tolerância dogmática que concede o mesmo valor a todas as religiões, ou pelo menos a todas as confissões cristãs ( indiferentismo); a verdade não é mais que uma só. Mas a Igreja é partidária da tolerância civil, pois prega o amor a todos os homens, inclusive aos que erram; cf orações da sexta feira santa.”
Manual de Teologia Dogmática
fonte: http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/

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