domingo, 29 de junho de 2008

Algazarra e profanação com o Santíssimo Sacramento

Aonde São Francisco de Assis, São Pio de Pietrelcina tiveram este tratamento com Nosso Senhor Jesus Cristo?

E ainda algumas pessoas chamam o Padre Roberto Lettieri, de piedoso.Este sacerdote só tem "capa de piedoso", pois por dentro é pura profanação.

R.C.[C] = SACRILÉGIO

video

Eles querem imitar o Mundo, pois é o mesmo comportamento de pessoas que vão a shows mundanos.

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito. (Romanos 12,2)

sábado, 28 de junho de 2008

Canção "Nova" um novo meio de propagar a heresia.

Ao inimigo (infiltrado no seio da Madre Igreja e visando transformar a Noiva de Cristo numa Prostituta de Satanás) apenas a certeza do incessante combate. Cuidado com os falsos profetas, lobos em pelo de cordeiro, que visam arrastar consigo os tolos para o Inferno. Abaixo ao Modernismo que infesta a Igreja, Teologia da Libertação, Neo-Catecumenato, Canção Nova/Renovação (afe) pseudo-Carismática PROTESTANTE e padrecos réprobos como Jonas Abib, Fábio de Mello, Zezinho e Marcelo Rossi, servos do Demônio na destruição de todos os valores Católicos. Apartai-vos de nós.


Thiago Fernandes

A Missa de Deus e a do homem. Conclua...



Santa Missa celebrada no Altar da Confissão, em São Pedro, segundo o rito tradicional, chamado tridentino.O celebrante é ao mesmo tempo o sacerdote de Deus e o representante de todo o povo junto a Deus.Os personagens que participam da cerimônia estão todos ajoelhados diante da elevação do Santíssimo Sacramento, que é presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo em corpo, alma, sangue e divindade.A atitude do conjunto dá o destaque supremo a Deus, depois ao celebrante e depois aos demais conforme regras do cerimonial hierárquico litúrgico.


O quadro gerado pela disposição das pessoas concorre para dar a idéia de um imenso ostensório feito de almas.Aqui se notam: fé, sacralidade, elevação, compostura, pureza, majestade, humildade, esplendor etc.Em tudo se nota que o homem é sobretudo espírito, que sua alma é feita para Deus, é eterna, e deve prestar-lhe encantada o culto digno de Deus.


Quanto ao povo, não aparece na foto, mas participa numa união total em ato de adoração e submissão aos preceitos que lhe cabem e cuja observância lhe abrirá as portas do Céu.


Já a foto abaixo tem outra nota completamente diferente. É voltada para o homem, uma cerimônia sem mistério, sem grandeza, sem esplendor. O efeito nas almas que a solenidade da pompa provoca fica ausente, a começar pelos celebrantes.Nada faz pensar no Céu, nada convida a adorar a Deus, mas a preocupar-se sobretudo com os aspectos materiais do homem. A busca contínua da paz, da saúde, da igualdade, do terreno, do humano, do despojado, em fim, de tudo quanto é passageiro nessa terra e a ausência do eterno são os elementos que irradiam da cerimônia moderna abaixo.


fonte: Resistir, na Fé!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Hoje a Nova Igreja não pode salvar, está fechada para reformas


Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria
A Igreja próxima a minha casa, está sempre em reformas, por isso ela vive frequentemente fechada. Incrívelmente a cada semana as suas paredes são pintadas de uma cor; uma semana ela esta branca e na outra verde. O Padre nunca se decide por uma cor, ele quer sempre que um fiel escolha a cor. E nós acabamos ficando sem Missa e Eucaristia.

Em seu interior as coisas também sempre são mudadas. Não se decidiram ainda qual Santo deve estar no altar, a cada dia colocam um santo para depois trocar por outro. Diz o Padre que cada fiel tem seu santo de devoção, por isto não é justo consagrar a Igreja a um santo ou nomeá-la com o nome de apenas um. Assim, resolveu que a cada dia ela teria no altar a imagem de um santo e que nomearia a Igreja naquele dia. Segundo ele, é preciso agradar os fiéis.


Bom, isto é apenas uma estorinha para ilustrar a Nova Igreja dos modernistas e dos teólogos da libertação. Trata-se de uma Igreja fechada para a salvação e aberta para reformas, fechada para o povo e aberta para os teólogos. É uma Igreja onde o sal perdeu o sabor e que se tornou insípida; ela não reforma e nem salva o homem, porque está sempre em reformas.

Ocupando-se apenas com a econômia e a política, nunca consigo mesma e com seu Senhor, quem poderá ela salvar?

Abramos os olhos, não sejamos tolos, não queiramos reformar a Igreja quando somos nós que necessitamos de mudanças. É claro, extremamente claro que uma Igreja que esta em continua reforma não salva nada e nem ninguém, porque não é a Igreja de Cristo, mas a Sinagoga de Satanás. Se a Igreja é "Semper Reformanda", quando vai abrir para transformar seus fiéis? Quando ela cumprirá a sua máxima lei que é a salvação das almas?

Caríssimos leitores, estamos diante de um momento sem igual na história da Igreja. No Brasil, todas as classes que compõem a Igreja mantém uma relação de auto-suficiência, ou seja, cada uma em particular julga-se a própia Igreja. Não se contempla mais nas próprias Igrejas algumas das famosas vias tomistas para se demonstrar a existência de DEUS. Como a segunda via onde Frei Tomás apresenta uma relação de ordenação entre moventes e movidos. Cada qual se julga movente e para isto tem encontros anuais para decidirem pelas própias diretrizes, como o vergonhoso 12° ENP que provou que não são mais os Bispos que ordenam os presbíteros ao seu majestoso fim. Agora os presbíteros se auto-ordenam, como todas as outras classes que compunham a Igreja. Tudo isto para nossa angústia e tristeza, demonstra que não temos mais um corpo na Igreja no Brasil, como o descrito em 1 Corintíos 12.

O que temos dentro da própia Igreja são corpos particulares e independentes que lutam entre si. No Brasil isto se deve a teologia da libertação que, com a ajuda do Episcopado, seja pelo apoio ou pelo silêncio dos Bispos, implantou na Igreja a dinâmica da luta de classes. Exemplo disto foi a recente proibição do episcopado do Espírito Santo e de Minas Gerais a candidatura política de Padres e o motim promovido por um dos membros da vanguarda da Teologia da Libertação, Frei Gilvander (tem programa de rádio), da Igreja do Carmo em Belo Horizonte que se reuniu com mais 20 Padres. Diga-se de passagem, todos comunistas e auto-excomungados. É caríssimos, existem rebanhos nas mãos de lobos e o episcopado, o que faz? Cuida da reforma agrária e da política...

A salvação das nossas almas, atualmente não tem importância, o que tem importância é reformar a Igreja e a Sociedade. O homem para eles não precisa de reformas, só a Igreja. Seria cômico se não fosse trágico, esses tais julgam-se salvos e a Igreja perdida, por isso clamam por mudanças, eles não estão em Cristo e na Igreja, estão no mundo, dando voltas, e esquecem-se que a cruz permanece firme, como diz o lema dos cartuxos.

Bem digo quando afirmo que para a nova teologia e para a TL a Trindade é o mundo, a matéria (Logus) e a evolução. Há quem duvide, mas a prova esta mais do que evidente, visitem o site da CNBB, lá pode-se ler artigos de marxistas, humanistas, economistas e um tanto de outro "istas". Catolicista, meus caros, não existe e nem textos genuinamente católicos naquele site.

Cuidado, muito cuidado, porque nosso Senhor morreu e ressuscitou pela salvação de nossas almas. Não para reformar a sociedade ou para servir a humanidade, mas para fundar na terra a Jerusalém celestial que é a Igreja, capital do Reino de DEUS. Vós sois cidadãos do Reino de DEUS, não vos deixeis enganar, por aqueles que pregam a democracia na Igreja. Nosso Senhor falou-nos do REINO, isto mesmo REINO e não REPÚBLICA de DEUS.

Em tempos em que a autoridade eclesiástica é morna e pensa ser rica a ponto de abandonar o ensino para dialogar com os tradicionais inimigos de DEUS (Ap 3,5), todo cuidado é pouco. Rezemos pela santificação e fidelidade dos clérigos, especialmente dos Bispos. E rezemos principalmente pelo Papa que atualmente é maior vitíma da infidelidade do clero. Nosso Senhor nos proteja e nos guarde, hoje e sempre.

Fonte:Montfort










domingo, 22 de junho de 2008

Você vai permitir que isso aconteça?




Você não ficaria profundamente entristecido se tirassem à Virgem Mãe Aparecida o título de Padroeira do Brasil?



É claro que sim! Nossa Senhora Aparecida está no coração de todos os brasileiros. É a Ela que recorremos nas horas de dificuldade e a Ela dirigimos nosso reconhecimento nos momentos de alegria.



Seria, mesmo, uma grande ingratidão para com a Mãe de Deus que o Brasil deixasse de tê-la como Mãe e Padroeira. Não é verdade que até nos sentiríamos órfãos? Mas é o que está a ponto de acontecer, se você não atuar com rapidez.



Um projeto de lei (n. 2623/2007), de autoria do deputado Victorio Galli, que está tramitando na Câmara de Deputados, vai retirar a Nossa Senhora Aparecida o afetuoso título de Padroeira do Brasil, do qual todos nós nos orgulhamos.


Você vai permitir que isso aconteça?


Temos de defender a Padroeira do Brasil!


É preciso enviar, quanto antes, milhões de mensagens à Câmara de Deputados, pedindo que esse infeliz projeto de lei não seja aprovado, por ofender a Mãe de Deus e ferir a fundo os sentimentos religiosos dos brasileiros.


Para fazer chegar sua mensagem à Câmara dos Deputados, basta clicar abaixo, no lugar indicado , e escrever seu nome e endereço de e-mail. Será enviado, imediatamente, um e-mail ao relator do projeto, deputado Atila Lira, manifestando seu desejo de que Nossa Senhora Aparecida continue sendo a Padroeira do Brasil.

Clique aqui para saber mais

Enviado por: Alex Nobrega










sábado, 21 de junho de 2008

BENÉFICAS COAÇÕES

CAPÍTULO V

“ Não considereis que estais obrigados, mas a que estais obrigados, se é o bem ou o mal ‘‘.
(Santo Agostinho)


Como lhes disse, o liberalismo, faz da liberdade de ação, definida no capitulo anterior, uma liberdade de toda coação, um absoluto, um fim em si. Deixarei ao Cardeal Billot a analise e contestação desta pretensão fundamental dos liberais:
“ O principio fundamental do liberalismo, escreve ele, é a liberdade de toda coação,
qualquer que seja, não só daquela que se exerce pela violência e que somente atinge os
atos externos, como também da coação que vem do temor das leis e penalidades, das
dependências e necessidades sociais, ou resumindo, dos laços de qualquer natureza que
impeçam o homem de agir segundo sua inclinação natural. Para os liberais, está
liberdade individual é o bem por excelência, o bem fundamental, inviolável, ao qual
tudo deve ceder, excetuando talvez o que exige a ordem puramente material da cidade;
a liberdade é o bem ao qual tudo mais está subordinado; ela é o fundamento necessário
de toda construção social” (36).

“Este principio do liberalismo, continua o Cardeal Billot, é absurdo, antinatural e quimérico”. Eis a analise critica que ele desenvolve; eu resumo e comento:

O Principio Liberal é Absurdo

Este principio é absurdo: “incipt ab absurdo” começa com a insensatez de pretender que o principal bem do homem é a ausência de todo liame que atrapalhe ou restrinja a liberdade. Realmente o bem do homem deve ser considerado como um fim: aquilo que é desejado em si. Vejamos porem que a liberdade, a liberdade de ação é somente um meio, é somente a faculdade que pode permitir ao homem adquirir um bem. É portanto relativa ao uso que se faz: boa se é para o bem e má se é para o mal.Não é portanto um fim em si mesma e certamente não é o fim principal do homem.

De acordo com os liberais, a coação constitui sempre um mal (a não ser para garantir uma certa ordem pública ). Mas é claro por exemplo, que a prisão de um mal feitor, não só pode garantir a ordem pública mas também para o castigo e emenda do culpado é um bem.Igualmente a censura da imprensa é praticada até pelos liberais pelos seus inimigos, de acordo com o ditado (liberal?): “não há liberdade para os inimigos da liberdade”.Em si mesma a censura é um bem para defender a sociedade contra a expansão do veneno do erro que corrompe os espíritos.

Como conseqüência deve-se afirmar que a coação não é em si mesma um mal, que é inclusive do ponto de vista moral, “quid indifferens in se”, algo em si mesmo indiferente; tudo dependerá da finalidade para a qual seja empregada. É aliás o ensinamento de Santo Agostinho. Doutor da Igreja, que escreve a Vicentum (carta nº. 93):


(36) Op.Cet.Págs.45-46
“Penso que não se deve considerar que se é obrigado, mas a que se é obrigado: se ao
bem ou se ao mal.Não é que ninguém seja capaz, sozinho de um esforço para se tornar
bom, mas é que o temor daquilo que não se quer sofrer põe fim à obstinação e empurra
ao estudo da verdade que se ignorava; faz afastar o falso que se sustentava e procurar a
verdade que não se conhecia, e assim se chega a querer o que não se queria”.

Durante o Concilio Vaticano II, intervi pessoalmente várias vezes para protestar contra a concepção liberal de liberdade que estava sendo aplicada à liberdade religiosa, concepção segundo a qual a liberdade se definiria como a ausência de qualquer coação. Eis o que então eu declarava:

“A liberdade humana não pode ser definida como uma liberdade de toda coação, sob
pena de destruir toda autoridade. A coação pode ser física ou moral..A coação moral
no campo religioso é de grande utilidade e é encontrada praticamente em todas as
Sagradas Escrituras: “ o temor de Deus é o começo da sabedoria” (37).

“A exposição contra a coação, nº 28, é ambígua e falsa sobre certos aspectos. O que
resta da autoridade paterna dos pais de família cristãos sobre seus filhos? Da
autoridade dos professores nas escolas cristãs?Da autoridade da Igreja sobre os
apóstatas, os hereges e os cismáticos? Da autoridade dos chefes de estado católicos
sobre as falsas religiões, que trazem com elas a imoralidade, o racionalismo e etc (38).

A mim me parece que não se pode reafirmar melhor o qualitativo de “absurdo”, que o Cardeal Billot dá ao principio do liberalismo, se não citando o Papa Leão XIII:

“Nada se poderia ter dito ou imaginado de mais absurdo e de mais em oposição ao
bom senso do que esta afirmação: o homem sendo livre por natureza, deve estar
isento de toda lei”. (39)

Equivale dizer: sou livre, logo devem deixar-me livre! O sofisma escondido fica claro ao se explicar um pouco: sou livre por natureza, dotado de livre arbítrio, portanto sou livre também em relação a qualquer lei, e de toda coação exercida pela ameaça de castigos! Ou seja, leis sim, mas sem prever qualquer sanção. Mas isto seria a morte das leis: o homem não é um anjo, nem todos os homens são santos!

Espírito Moderno e Liberalismo

Gostaria de fazer agora uma observação. O liberalismo é um erro gravíssimo, cuja origem histórica já vimos. Mas há um um espírito moderno que sem ser francamente liberal, apresenta uma tendência ao liberalismo. Desde o século XVI o encontramos em autores católicos que não são suspeitos de simpatia com o naturalismo ou com o protestantismo. Não há duvida que é um sinal deste espírito moderno considerar que “alguém é livre enquanto não haja lei que lhe




(37)Obs. Enviada ao Secretariado do Concilio, 30 de Dezembro de 1963.
(38)Intervenção oral na Aula Conciliar, Outubro de 1964.
(39)Encíclica “Libertas”, PIN 180.
venha restringir”(40). Sem dúvida, toda lei limita a liberdade de ação, mas o espírito da Idade Média, ou seja, o espírito da ordem natural e cristã de que falamos antes, sempre considerou as leis e suas coações primeiramente como uma ajuda e uma garantia de verdadeira liberdade, não como uma limitação. Questão de ponto de vista?., dirão; eu direi: não! Questão essencial que marca o começo da troca fundamental de mentalidade; um mundo dirigido para Deus considerado como fim último a alcançar custe o que custar.Um mundo orientado completamente para o Soberano Bem, dá lugar a um mundo orientado para o homem, preocupado com as prerrogativas do homem, seus direitos, sua liberdade.



(40)Suárez SJ. (1548-1617) exprime este espírito ao escrever: “homo continet libertatem suam”, o homem detém sua liberdade, no sentido de que a liberdade é anterior à lei (De Bom. Et Mal. Hum. Act., disp. XII, sect. V, pág, 448, citado por DTC.XIII, 473). Um espírito tomista como Leão XIII não admitiria esta distinção de duas realidades estritamente correlatas.



Texto extraído do livro: DO LIBERALISMO À APOSTASIA - A TRAGÉDIA CONCILIARAutor: MONSENHOR MARCEL LEFEBVRETradução: IIDEFONSO ALBANO FILHOEditora: PERMANÊNCIARIO DE JANEIRO 1991Capitulo V, pág. 29
Texto digitado por: Mércia Borges.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

LEI E LIBERDADE

CAPÍTULO IV

“ A liberdade consiste em poder viver mais facilmente conforme as prescrições da lei eterna, com o auxilio das leis civis ‘’
(Leão XIII)


Não poderia resumir os desastres produzidos pelo liberalismo em toda parte, expostos no capitulo precedente, do que com uma passagem de uma carta pastoral de bispos, que data de cem anos atrás, mas continua atual.

“ Atualmente, o liberalismo é o erro capital das inteligências e a paixão dominante em
nosso século.Forma uma atmosfera infecta que envolve por todos os lados o mundo
político e religioso, e é um imenso perigo para o individuo e a sociedade.
Inimigo tão gratuito e cruel da Igreja Católica, amontoa em desordem insensata todos
os instrumentos de destruição e morte, com a finalidade de proscreve-la da
terra.Falsifica as idéias, corrompe os juízos, adultera as consciências, irrita os
temperamentos, incendeia as paixões, submete os governantes, subleva os governados,
e não satisfeito em apagar ( se isto fosse possível) a chama da revelação, lança se
inconsciente e audaz para apagar a luz da razão natural”. (29)

Enunciado do Principio Liberal

Será possível descobrir que no meio de tal caos, num erro tão multiforme, o principio fundamental que explica tudo? Repetimos com o padre Roussel: “o liberal é um fanático da
independência”. È um fato e procuraremos explica-lo.

O Cardeal Billot, cujo os tratados teológicos foram meus livros de estudo na Universidade Gregoriana e no Seminário Francês de Roma, dedicou ao liberalismo algumas páginas brilhantes e enérgicas, em seu tratado sobre a Igreja (30).Ele enuncia o principio fundamental do liberalismo:

“A liberdade é um bem fundamental do homem, bem sagrado e inviolável, bem que não
pode ser submetido a qualquer tipo de coação; como conseqüência esta liberdade sem
limites deve ser a pedra irremovível sobre a qual se organizarão todos os elementos
das relações entre os homens, na norma imutável segundo a qual serão julgados todas
as coisas a partir do ponto de vista do direito; portanto que seja eqüitativo, justo e
bom, tudo o que uma sociedade tenha por base o principio da liberdade individual
inviolável; iníqua e perversa, qualquer outra coisa.Este foi o pensamentos dos autores
da revolução de 1789, que ainda espalhas seus frutos amargos.Este é o único objeto da
“Declaração dos Direitos do Homem”, desde a primeira até a ultima linha.



(29) Carta Pastoral dos Bispos do Equador a seus diocesanos, 15 de julho de 1885, citada por Dom Sarda y Salvany em “O liberalismo é pecado”, págs. 257-258.
(30) “De Ecclesia” T II, págs. 19-63

Isto foi, para os ideólogos, o ponto de partida necessário à reedificação completa da
sociedade na ordem política, na ordem econômica e principalmente na ordem moral
e religiosa” (31).

Poderão dizer: não é a liberdade uma propriedade dos seres inteligentes?Não é portanto justo que se faça dela a base da ordem social?Atenção!!Responderei lhes: de que liberdade se trata? Esta palavra tem várias significados, que os liberais procuram confundir, quando na realidade é necessário distingui-los.

Há Liberdade e Liberdade....

Façamos um pouco de filosofia.A mais elementar reflexão nos mostra que há três tipos de liberdade:

1) Primeiro a liberdade psicológica, ou livre arbítrio, própria dos seres providos de inteligência e que é a faculdade de escolher entre esta ou aquela coisa, independentemente de toda necessidade interior (reflexos, instinto).O livre arbítrio faz a dignidade radical da pessoa humana, que é de ser “sui júris”, depender de si mesma e portanto ser responsável, o que um animal não é.
2) Depois temos a liberdade moral que tem relação com o livre arbítrio: bom uso, se os meios escolhidos são bons em si mesmos, conduzem ao bom fim, como resultado; uso mau, se não conduzem a ele,ou se não intrinsecamente maus.Podemos ver que a liberdade moral é essencialmente relativa ao bem.O Papa Leão XIII a define magnificamente e de um modo muito simples: a liberdade moral, diz, é “a faculdade de se mover no bem”. A liberdade moral não é portanto absoluta, mas totalmente relativa ao bem, ou seja à lei.Pois é a lei, e em primeiro lugar a lei natural que é a participação da criatura racional na lei eterna: é esta lei que determina a ordem posta pelo criador aos fins que Ele determina ao homem (sobreviver, multiplicar-se, organizar-se em sociedade, chegar ao seu fim ultimo o “Summum Bonum” que é Deus) e os meios para conseguir estes fins.
A lei não é o oposto da liberdade, mas pelo contrario uma ajuda necessária , o que vale também pras leis civis dignas deste nome.Sem a lei, a liberdade degenera em licenciosidade, que é “fazer o que eu quero”.Alguns liberais, fazendo desta liberdade moral um absoluto e pregam a licenciosidade, a liberdade de fazer indiferentemente o bem ou o mau, de aderir à verdade ou ao erro.Mas quem não vê a possibilidade de fazer o bem, longe de ser a essência e a perfeição da liberdade, é a marca da imperfeição do homem decaído? E além disso, como explica Santo Tomás, a faculdade de pecar não é uma liberdade, mas uma escravidão: “Quem comete, é escravo do pecado” (Jô.8,34) (32).
Ao contrario, bem guiada pela lei e canalizada entre preciosas barreiras, a liberdade alcança seu fim.Eis o que diz o Papa Leão XIII a este respeito:
“A condição da liberdade humana, sendo como é, tinha necessidade de uma proteção,
necessitava ajuda e socorro capazes de dirigir todos os seus movimentos para o bem e
desvia-los do mal;sem isto a liberdade teria sido para os homens algo de danoso.E,m
primeiro lugar lhe era necessária uma regra sobre o que se deve ou não fazer, ou seja
uma lei”(33).

(31) Tradução do texto latino do Padre Lê Floch, “Le Cardinal Billot, Lumiére de la Theologie”, pág. 44.
(32) Comentando as palavras de Jesus Cristo em São João.
(33)Encíclica “Libertas”, de 20 de junho de 1888, PIN 179.

E Leão XIII termina sua exposição com esta admirável definição, que chamaria “completa” , da Liberdade:
“Em uma sociedade de homens, a liberdade digna deste nome, não consiste em fazer
tudo de que gostamos; isto provocaria uma grande confusão no Estado, confusão esta
que acabaria em opressão.A liberdade consiste em que, com a ajuda das leis civis,
possamos viver mais facilmente conforme as prescrições da lei eterna”(34).
3) Finalmente a liberdade física, liberdade de ação ou liberdade ante a coação, que é a ausência de qualquer coação externa que nos impeça de agir de acordo com a nossa consciência; e é esta concepção que será necessário analisar e criticar.

Ordem Natural e Lei Natural


Antes gostaria de insistir na existência da ordem natural e da lei natural.Os liberais concordam em admitir leis, mas leis que o homem forjou por si mesmo, enquanto repelem toda ordem (ou ordenamento) e toda lei cujo o autor não seja o próprio homem.

É uma lei cientifica, que há uma lei natural concebida pelo criador, tanto para a natureza mineral, vegetal, animal, como para a natureza humana.A nenhum cientista ocorreu negar a existência de leis inscritas na natureza das coisas e dos homens.Em que consiste, com efeito, a pesquisa cientifica, na qual se gastam milhões?Não é exatamente a procura das leis?Fala-se freqüentemente dos inventos científicos, mas é um erro: não se inventou nada, não se fez mais do que descobrir leis e explora-las.Estas leis que se descobrem, estas relações constantes entre as coisas, não são os cientistas que as criam.O mesmo ocorre com as leis da medicina que regulam a saúde, as leis da psicologia que regem os atos plenamente humanos; todos estão de acordo, que estas leis não são criadas pelo homem, ele já as encontra postas na natureza humana.

Quando se trata de encontrar as leis morais que regem os atos humanos em relação aos principais fins do homem, os liberais só fazem falar de pluralismo, criatividade , espontaneidade, liberdade; segundo eles cada escola filosófica tem a faculdade de construir sua própria ética, como se o homem, nas partes racionais e da vontade de sua natureza, não fosse uma criatura de Deus!!

Então a alma humana se faz a si mesma?Ou se faz ela mesma?É sem duvida evidente que as almas apesar de toda complexidade e de todas as diversidades foram talhadas de acordo com o mesmo modelo e têm a mesma natureza.Quer seja a alma de um Zulu da África do Sul, de um Maori da nova Zelândia, de um Lênin ou de um Santo Tomás de Aquino, trata-se sempre de uma alma humana.

Uma comparação lhes fará entender o que quero dizer: atualmente não se compra alguma coisa complicada como uma maquina de lavar, uma foto copiadora ou um computador sem um manual.



(34) Idem, PIN. 185.

Haverá sempre uma lei, uma regra que explique como usa´-la corretamente pra que ela funcione bem, para que alcance seu fim, diria eu.Esta regra foi estabelecida por aquele que concebeu a máquina em questão e não pela empregada que se julgue livre para mexer em todos os botões e todas as teclas!Guardando as devidas proporções, o ,mesmo ocorre com nossa alma e Deus.Deus nos dá uma alma, a cria, e necessariamente nos dá as leis; nos dá os meios para servir-mos dela e assim obter nosso fim, em especial o fim ultimo que é o próprio Deus conhecido e amado por toda eternidade.
Ah, disto não queremos saber! Exclamam os liberais; as leis da alma humana é o próprio homem que deve cria-las.Não nos surpreendamos se fazem do homem um desequilibrado, por querer obrigá-los a viver contrariamente as leis vegetais, morreriam é claro! Árvores que se recusassem fazer subir a seiva, ou pássaros que se negassem a procurar seu alimento, porque isto não lhes agrada: sem duvidas morreriam! Não seguir sua lei, o que lhe indica o instinto natural, é a morte! Notem porém que o homem não segue um instinto cego como os animais: Deus nos deu o grande dom da razão, para que tenhamos a inteligência da lei que nos rege, e possamos nos dirigir livremente ao fim, porém não sem aplicar a lei!

A lei eterna e a lei natural, a lei sobrenatural e as outras leis que derivam das primeiras: leis humanas, civis ou eclesiásticas, todas elas são para o nosso bem, e isso é nossa felicidade.Sem uma ordem preconcebida por Deus, sem leis, a liberdade seria para o homem um presente envenenamento.Esta é a concepção realista do homem que a Igreja defende contra os liberais, com toda sua força.Foi a grande virtude e qualidade do Papa Pio XII haver enfrentado os ataques do liberalismo contemporâneo, tornando-se o campeão da ordem natural cristã.

Voltando a falar de liberdade, podemos dizer resumidamente que ela não se compreende sem a Lei: são duas realidades estreitamente relacionadas, e seria absurdo querer separá-las ou opô-las:

“Deve se procurar necessariamente na lei eterna de Deus a regra da liberdade, não somente para os indivíduos mas para as sociedades humanas” (35).




(35) Encíclica “Libertas”. PIN. 184




Texto extraído do livro: DO LIBERALISMO À APOSTASIA - A TRAGÉDIA CONCILIARAutor: MONSENHOR MARCEL LEFEBVRETradução: IIDEFONSO ALBANO FILHOEditora: PERMANÊNCIARIO DE JANEIRO 1991Capitulo IV, pág. 25
Texto digitado por: Mércia Borges.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

EXTRA ECLESIAM NULLA SALUS!!


"De coração cremos e com a boca confessamos uma única Igreja, não de hereges, mas a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva" (IV Concílio de Latrão, Denzinger, 423)
"Lançai fora a ímpia e funesta opinião de que, em qualquer religião, é possível chegar ao caminho da salvação eterna. Papa Pio IX"
Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: "Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou" (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe "um só Senhor, uma só fé e um só batismo" (Ef 4,5). De fato, apenas uma foi a arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura antecipada da única Igreja; encerrada com "um côvado" (Gn 6,16), teve um único piloto e um único chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi destruído. A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo profeta: "Salva minha vida da espada, meu único ser, da pata do cão" (Sl 21,21). Ao mesmo tempo que Ele pediu pela alma - ou seja, pela cabeça - também pediu pelo corpo (Sl 21,21)." (Confira: Bula Unam Sanctam - Papa Bonifácio VIII, promulgada em 18/11/1302)
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Fora da Igreja não há salvação

“Todos os Homens têm necessidade de pertencer à Igreja para conseguir a Salvação (Dogma de Fé) O Concílio de Latrão (1215) declarou no Caput Firmitter: “ Uma só é a Igreja Universal dos fiéis, fora da qual ninguém se salva” (« extra quam nullus omnino salvatur»); Dz 430. O mesmo foi ensinado no concílio unionista de Florença (Dz 714) e pelos papas Inocêncio III (Dz 423), Bonifácio VIII na Bula Unam Sanctam (Dz 468), Clemente VI (Dz 570b), Benedito XIV (Dz 1473), Pio IX (Dz 1647,1677), Leão XIII (Dz 1955) e Pio XII na encíclica Mystici Corporis (Dz 2286, 2288).
Pio IX declarou contra o moderno indiferentismo religioso em matéria de religião: “ Por razão da fé, há que manter que fora da Igreja apostólica romana ninguém pode alcançar a salvação. Esta Igreja é a única Arca de Salvação. Quem não entra nela perecerá como no dilúvio. Contudo, há que admitir também como certo que aqueles que ignoram a verdadeira religião, no caso em que esta ignorância seja invencível, não aparecem por isso carregados com culpa diante dos olhos do Senhor.”;Dz 1647.
A necessidade de pertencer à Igreja não é unicamente necessidade de preceito, mas também de meio, como indica claramente a comparação com a Arca, que era o único meio de escapar à catástrofe do dilúvio universal. Mas a necessidade de meio não é absoluta mas hipotética. Em circunstâncias especiais, como no caso de ignorância invencível ou de impossibilidade, a pertença actua à igreja católica pode ser substituída pelo desejo da mesma (votum). Nem é necessário que este desejo seja explícito, mas que pode também traduzir-se por uma disposição moral para cumprir fielmente a vontade de Deus (votum implicitum). Desta maneira podem, mesmo assim, alcançar a salvação os que se encontram de facto fora da Igreja Católica. Cf Carta do Santo Ofício de 8.8.1949 (Dz 3866-73).
Cristo ordenou que todos os homens pertencessem à Igreja, pois a fundou como uma instituição necessária para alcançar a salvação. Ele revestiu os apóstolos da sua autoridade e deu-lhes o cargo de ensinar a baptizar a todas as pessoas, fazendo depender a salvação eterna de que estas quisessem receber a sua doutrina e ser baptizadas; cf Lc 10,16; Mt 10,40; Mt 10,40 ; 18,17; 28,19s; Mc 16,15s. Todos aqueles que com ignorância inculpável desconhecem a Igreja de Cristo, mas estão prontos para obedecer em tudo aos mandamentos da vontade divina, não são condenados, como se deduz da justiça divina e da universalidade da vontade salvífica de Deus, da qual existem claros testemunhos na escritura (1Tim 2,4).
Os apóstolos ensinaram que é necessário pertencer à Igreja para conseguir a salvação, pois pregam que a Fé em Cristo e no seu evangelho é necessária como condição, para salvar-se. S. Pedro confessa diante do Sinédrio: “ Em nenhum outro existe salvação” (Act 4,12); cf Gal 1,8; Tit 3,10s; 2 Jo 10s. É convicção unânime dos padres que fora da Igreja não é possível conseguir a salvação. Este princípio não era somente aplicável aos pagãos, mas também em relação aos hereges e cismáticos. S. Ireneu ensina que: « na operação do Espírito não têm participação todos aqueles que não correm na Igreja, mas que se defraudam a si mesmos privando-se da vida pela sua má doutrina e péssima conduta. Porque onde está a Igreja, ali está o Espírito de Deus e onde está o Espírito de Deus, ali está a Igreja e todas as suas graças» (Adv. Haer. III 24,1). Orígenes enuncia formalmente esta proposição: “Fora da Igreja ninguém se salva.” («extra ecclesiam nemo salvatur») In Iesu Nave Hom. 3,5; e de maneira parecida se expressa S.Cipriano: “Fora da Igreja não há salvação” («salus extra ecclesiam non est») ; Ep. 73,21 Os padres antigos (v.g. Cipriano,Jerónimo, Agostinho, Fulgêncio) vêm no Antigo Testamento algumas passagens que significam a necessidade de pertencer à Igreja. Tais são, entre outros, a Arca de Noé para escapar ao dilúvio e a casa de Rahab (Jos 2,18s). A expressão prática dessa fé da igreja primitiva - na necessidade de pertencer à Igreja para alcançar a salvação -, temo-la no extraordinário zelo missionário e prontidão em sofrer o martírio, nas lutas contra as heresias dos primeiros séculos.
Junto a esta forte insistência na necessidade de pertencer à Igreja para conseguir a salvação, é compreensível que só timidamente se aponte ao pensamento a possibilidade que têm de salvar-se os que estão fora da mesma. S. Tomás ensina, com a tradição, a necessidade de pertencer à Igreja para salvar-se. Expôs. Symb. a.9 Por outro lado, concede a possibilidade de justificar-se extra-sacramentalmente pelo “votum baptismi” , e com isso a possibilidade de salvar-se sem pertencer actualmente à Igreja, por razão do votum ecclesiae ; S.Th III 68,2.Nota: a propósito da acusação de intolerância que se lança contra a Igreja Católica convém distinguir entre intolerância dogmática e intolerância civil. A Igreja condena a tolerância dogmática que concede o mesmo valor a todas as religiões, ou pelo menos a todas as confissões cristãs ( indiferentismo); a verdade não é mais que uma só. Mas a Igreja é partidária da tolerância civil, pois prega o amor a todos os homens, inclusive aos que erram; cf orações da sexta feira santa.”
Manual de Teologia Dogmática
fonte: http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/

Cardeal Castrillon: Não muitas – todas as paróquias (Missa Tradicional)






No último domingo (15 de junho de 2008), em Londres, na catedral de Westminster, Sé Primaz da Inglaterra, o presidente da Comissão Ecclesia Dei, Cardeal Dario Castrillon Hoyos, fez importantes declarações acerca do futuro das paróquias católicas e a implementação do motu proprio Summorum Pontificum, costumeiramente congelado e anulado por conta das ações dos bispos.

Após a entrevista coletiva que comentamos abaixo (transcrita pelo ótimo Damiam Thompson, do abalizado The Telegraph, que foi um dos quatro jornalistas presentes na coletiva), o Cardeal celebrou Missa Solene na Catedral pela primeira vez desde a reforma litúrgica.

O Cardeal Murphy O’Connor – primaz da Inglaterra – não estava presente, apesar de enviar uma carta de boas-vindas… Nenhum de seus bispos auxiliares compareceu.
O fenomenal anúncio de que o Papa quer o retorno da missa tradicional em todas as paróquias feito pelo Cardeal surpreende todos os católicos – de todas as tendências – que acompanham com apreensão e cuidado todo o desenvolvimento da questão litúrgica que aflige a Igreja no pós-concílio.
Qual “tradicionalista” poderia esperar que, a tão pouco tempo do liturgicamente desastroso papado de João Paulo II e de suas aberrações litúrgicas promovidas por Mons. Piero Marini, o Papa Bento XVI – tido como vacilante por alguns — estaria agindo com tamanha firmeza e convicção na restauração da liturgia católica? Ainda mais: agindo isoladamente, sem consenso e apoio algum dos bispos.

Analisemos, portanto, as palavras do Cardeal:

Reuters: Em algumas partes do mundo parece existir resistência por parte dos bispos locais em permitir aos fiéis plena liberdade para celebrar a forma extraordinária. O que você recomenda a esses fiéis fazerem?

Cardeal Castrillon: A estarem informados. Muitas das dificuldades surgem porque eles não conhecem a realidade do Rito Gregoriano – esse é o nome correto da forma extraordinária, pois essa missa nunca foi proibida, nunca. Hoje para muitos bispos é difícil porque eles não têm padres que saibam latim. Muitos seminaristas dedicam muito poucas horas ao latim – insuficientes para dar a necessária preparação para celebrar de boa maneira a Forma Extraordinária. Outros pensam que o Papa está indo contra o Concílio Vaticano II. Isso é ignorância absoluta. Os padres do Concílio nunca celebraram a Missa de outra maneira que não a gregoriana. Ele [o novus ordo] veio depois do Concílio… O Santo Padre, que é um teólogo e que estava na preparação do Concílio, está atuando exatamente conforme o Concílio, dando liberdade aos diferentes tipos de celebração. Essa celebração, a Gregoriana, foi a celebração da Igreja durante mais de mil anos… Outros dizem que não podem celebrar com as costas para o povo. Isso é ridículo. O Filho de Deus sacrificou-se ao Pai com seu rosto voltado ao Pai. Não é contra o povo. É pelo povo…
Algumas observações:

Primeiramente, o Cardeal vem já há algum tempo chamando a forma extraordinária de Rito Gregoriano. Aos que me consta, essa denominação para a missa de São Gregório Magno sempre esteve nos lábios do Padre Laguerie, do IBP e ver o Cardeal tomá-la para si, mais exatamente a partir das ordenações neste ano de alguns padres da Fraternidade São Pedro em Lincoln, Nebraska, EUA, em 30 de maio, festa do Sagrado Coração de Jesus, é uma surpresa agradável. Como o Cardeal concilia essa tese com a história de duas formas do mesmo rito romano, só Deus o sabe…

Ao dizer que é ignorância afirmar que o Papa está indo contra as disposições do Vaticano II, o Cardeal já não é tão preciso. Poderia se dizer que o Papa não vai estritamente contra aquilo que o texto do Concílio diz, e isso é fato: o próprio Concílio pede absoluta igualdade entre os ritos aprovados pela Igreja. Entretanto, é inegável que a grande fachada, a grande bandeira do Vaticano II, foi a reforma litúrgica e a nova missa. Afinal, o próprio Concílio pediu uma ampla revisão da liturgia.
O que se escamoteia nesse debate é a atuação de Monsenhor Annibale Bugnini. Ele, famoso desde sua nomeação por Pio XII para a comissão da reforma litúrgica, foi o grande redator do schema para a liturgia no Concílio. Durante o Concílio, João XXIII o demitiu sob pressão de Cardeais que o consideravam deveras… progressista. Sim! João XXIII o demitiu por ser progressista! Ao menos essa é a informação conhecida…
De todos os schemata redigidos pelas comissões preparatórias para o Concílio, o da liturgia foi o único que sobreviveu. Passou quase que intocado pela subversão das conferências episcopais contra os esquemas que julgavam obras da cúria romana centralizadora.

E após o Concílio, não é que Paulo VI nomeia o mesmo Bugnini, redator-mor da Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium, para chefe do Consilium ad exequandam Constitutionem de Sacra Liturgia, que deveria implementar a reforma litúrgica desejada pelo Concílio?

Ora, afirmar que o redator do documento não é seu autêntico interprete e que a reforma litúrgica pós-conciliar é um afastamento daquilo que foi desejado pela Sacrosanctum Concilium é um absurdo.

Trataremos desse assunto num estudo mais aprofundado que será publicado logo mais.

Damian Thompson (Telegraph): Eminência, o Santo Padre gostaria de ver as paróquias comuns da Inglaterra sem conhecimento do Rito Gregoriano apresentadas a ele?
Cardeal Castrillon: Sim, é claro. Nós não podemos celebrá-lo sem o conhecimento da língua, dos sinais, das jeitos do rito, e algumas instituições da Igreja estão ajudando nesse sentido.
DT: Então o Papa gostaria de ver muitas paróquias fornecendo o Rito Gregoriano?
Cardeal Castrillon: Não muitas – todas as paróquias, pois isso é um dom de Deus. Ele oferece essas riquezas e é muito importante para as novas gerações conhecer o passado da Igreja. Esse tipo de liturgia é tão nobre, tão bonito – a mais teológica das formas de expressar nossa fé. A liturgia, a música, a arquitetura, as pinturas, fazem um todo que é um tesouro. O Santo Padre está desejoso de oferecer a todas as pessoas essa possibilidade, não apenas para poucos grupos que pedem, mas para que todos conheçam essa forma de se celebrar a eucaristia na Igreja Católica.
Anna Arco (The Catholic Herald):
Nesse sentido, gostaria de ver todos os seminários da Inglaterra e Gales ensinando os seminaristas a celebrar na forma extraordinária?
Cardeal Castrillon: Eu gostaria e será necessário. Nós estamos escrevendo aos seminários, estamos de acordo que devemos fazer uma grande preparação não apenas para o Rito, mas para ensinar a teologia, a filosofia, a língua latina….
Notem nas afirmações acima que o Cardeal sabe que existe uma diferença teológica, doutrinária, entre a missa de São Gregório e a de Paulo VI. Portanto, não é um apego nostálgico e muito menos sentimental, mas sobretudo a mais teológica das formas de expressar nossa fé. Constata ainda que não basta ensinar o rito aos seminaristas, mas é preciso dar formação teológica, filosófica…
Eminência, para onde foi a grande renovação e os inúmeros frutos do Concílio Vaticano II?
DT: Quais seriam os passos práticos para as paróquias ordinárias [para se preparar para o Rito Gregoriano]?
Cardeal Castrillon: Se o pároco reserva uma hora aos domingos para celebrar a Missa e preparar com catequese a comunidade para compreendê-lo, apreciar o poder do silêncio, o poder da sagrada forma de frente para Deus, a profunda teologia, para descobrir como e por que o padre representa Cristo e rezar com o padre.
Ao afirmar isso o Cardeal diz, implicitamente, que a Missa Nova não é capaz de fazer apreciar o silêncio, o versus Deum, a profunda teologia… Se fosse capaz, por que não promover a Nova Missa em seu melhor, em latim, com gregoriano, versus Deum? Ora, se se promove a Missa Tradicional por ver nela tudo isso, é porque a missa Nova é incapaz de, por si só, promover todas essas qualidades.
E agora vem a pergunta de todo modernista inconformado:
EC: Eminência, eu penso que muitos católicos estão mais que confusos por essa nova ênfase no Rito Tridentino, principalmente ente porque nós fomos ensinados que o Novo Rito representava um progresso verdadeiro, e muitos de nós que crescemos com ele o vemos como um progresso verdadeiro, que existam ministros da Eucaristia, mulheres no santuário, que somos todos sacerdotes, profetas e reis.
Essa nova ênfase para muitos de nós parece negar isso.
Cardeal Castrillon: Que progresso? “Progredire” significa [oferecer] o melhor para Deus… Eu estou surpreso porque muitas pessoas jovens são entusiastas da celebração do Rito Gregoriano …
Que progresso? Digníssimos e excelentíssimos bispos do nosso Brasil: que progresso? Reverendíssimos sacerdotes – ou presbiteros, como queiram – que progresso?

Outra resposta ao bispos que restringem o motu proprio:

EC: No Motu Proprio, a ênfase do Papa é em um Rito e duas formas, e ele descreve o Rito Tridentino como “extraordinário”. Extraordinário portanto significa excepcional, algo que não celebramos todo domingo.
Cardeal Castrillon: Não “excepcional”. Extraordinário significa “não ordinário”, e não “excepcional”.
DT: Existirá um esclarecimento sobre o Motu Proprio?
Cardeal Castrillon: Não exatamente um esclarecimento do Motu Proprio, mas de matérias tratadas no Motu Proprio, tais como o calendário, ordenações ao sub-diaconato, o forma de usar os paramentos, o jejum eucarístico.
DT: E quanto ao “grupo estável”?
Cardeal Castrillon: Isso é uma matéria de senso comum… Em todo palácio episcopal existem talvez três ou quatro pessoas. Isso é um grupo estável…. Não é possível dar a duas pessoas uma missa, mas duas aqui, duas ali, duas acolá – eles podem tê-la. Eles são um grupo estável.
DT: De paróquias diferentes?
Cardeal Castrillon: Sem problema! Esse é o nosso mundo. Gerentes de empresas não vivem no mesmo lugar, mas eles são um grupo estável.
fonte: ratresinunum







terça-feira, 17 de junho de 2008

Parabéns Paraguai

Noivo é preso no altar porque era mulher

Um casamento foi cancelado em uma Igreja católica do Paraguai, no último sábado, depois de descobrir-se que o noivo era uma mulher. O casal foi preso, segundo a agência EFE.
A cerimônia seria realizada na Igreja Virgem Del Rosario, a principal de Lambaré, município vizinha à capital Paraguai, Assunção. O caso foi descoberto porque uma das convidadas contou a verdade.

Pouco antes da chegada dos noivos, o padre, Ángel Arévalo, alertou um fiscal da jurisdição que pediu a intervenção da polícia e de um médico forense. Segundo a imprensa local, o médico teve uma surpresa ao examinar o noivo, impecavelmente vestido para a ocasião, e constatar que era uma mulher.

O fiscal ordenou a detenção das duas mulheres: Blanca Estigarribia Lugo, 44 anos, e Catalina Vero, 40 anos, que se registrou para o casamento como Jesús Alejandro Martínez. Elas foram levadas para um uma prisão feminina de Assunção.
Redação Terra
"Atos homossexuais são contrários à lei natural (...) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância." (C IC, par. 2357)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Uma boa noticia "Farmácias pela Vida"

Cresce número de farmácias que não vendem contraceptivos nos EUA
Estão se espalhando pelos Estados Unidos as chamadas "Farmácias pela Vida", que vendem tudo o que se encontra em uma farmácia comum, exceto métodos de prevenção contra gravidez, considerados "imorais" pelos donos desses estabelecimentos.


Em tais farmácias, não se pode encontrar camisinhas, pílulas anticoncepcionais ou pílulas do dia seguinte, uma vez que os proprietários, baseados em crenças religiosas, principalmente a católica, recusam-se a colocar à disposição produtos "contra a vida".

"O que estamos fazendo é simplesmente permitir a um farmacêutico que não seja envolvido no ato de impedir o desenvolvimento de uma vida humana de algum modo", defende Karen Brauer, presidente da organização internacional Farmacêuticos pela Vida, da qual muitas farmácias norte-americanas fazem parte.

Ainda não existem dados concretos sobre a difusão dessas farmácias no país, mas parece claro que tais estabelecimentos estão se multiplicando, em uma época em que outros trabalhadores da área de saúde nos Estados Unidos começam a se recusar a participar de procedimentos clínicos "contrários a suas religiões".

Fonte: Agência Ansa

DOM DAS LÍNGUAS

O DOM DAS LÍNGUAS NÃO É BLÁ BLÁ BLÁ

O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS (TEXTO ATUALIZADO)

Abuso litúrgico

denúncia recebida por:André Luís
Irreverência do Cônego da catedral de Campinas/SP‏
Cônego da Catedral de Campinas não se prosta em sinal de adoração à presença de Cristo.

DESCUBRA

Em qual das duas fotos temos um padre?



sábado, 14 de junho de 2008

Divertimentos perigosos para alma



Divertimentos Perigosos para alma - [ São Francisco de Sales critica os bailes já da época dele....]


OS BAILES E OUTROS DIVERTIMENTOS PERMITIDOS, MAS PERIGOSOS - CAPÍTULO XXXIII São Francisco de Sales (1567-1622), do livro Filotéia.As danças e os bailes são coisas de si inofensivas; mas os costumes de nossos dias tão afeitos estão ao mal, por diversas circunstâncias, que a alma corre grandes perigos nestes divertimentos. Dança-se à noite e nas trevas, que as melhores iluminações não conseguem dissipar de todo, e quão fácil que debaixo do manto da escuridão se façam tantas coisas perigosas num divertimento como este, que é tão propício ao mal. Fica-se aí alta hora da noite, perdendo-se a manha seguinte e conseguintemente o serviço de Deus.

Numa palavra, é uma loucura fazer da noite dia e do dia noite, e trocar os exercícios de piedade por vãos prazeres. Todo baile está cheio de vaidade e emulação e a vaidade é uma disposição muito favorável às paixões desregradas e aos amores perigosos e desonestos, que são as conseqüências ordinárias dessas reuniões. Referindo-me aos bailes, Filotéia, digo-te o mesmo que os médicos dizem dos cogumelos, afirmando que os melhores não prestam para nada.


Se tens que comer cogumelos, vejas que estejam bem preparados e não comas muito, por que, por melhor preparados que estejam, tornam-se, todavia, um verdadeiro veneno, se são ingeridos em grande quantidade. Se em alguma ocasião, não podendo te escusar, fores coagida a ir ao baile, presta ao menos atenção que a dança seja honesta e regrada em todas as circunstâncias pela boa intenção, pela modéstia, pela dignidade e decência, e dança o menos possível, para que teu coração não se apegue a essas coisas. Os cogumelos, segundo Plínio, como são porosos e esponjosos, se impregnam facilmente de tudo quanto lhes está ao redor, até mesmo do veneno de uma serpente que por perto deles se arraste. Do mesmo modo, essas reuniões à noite arrastam para seu meio ordinariamente todos os vícios e pecados que vão alastrando pela cidade, os ciúmes, as pedanterias, as brigas, os amores loucos; e, como o aparato, a influência e a liberdade, que reinam nestas festas, agitam a imaginação, excitam os sentidos e abrem o coração a toda sorte de prazeres, caso a serpente murmure aos ouvidos uma palavra indecente ou aduladora, caso se seja surpreendido por algum olhar dum basilisco, os corações estarão inteiramente abertos e predispostos a receber o veneno. Ó Filotéia, esses divertimentos ridículos são de ordinário perigosos.

Dissipam o espírito de devoção, enfraquecem as forças da vontade, esfriam os ardores da caridade e suscitam na alma milhares de más disposições. Por estas razões nunca se deve freqüentá-los, e, no caso de necessidade, só com grandes precauções. Diz-se que, depois de comer cogumelos, é preciso beber um gole do melhor vinho existente; e eu digo que, depois de assistir a estas reuniões, convém muito refletir sobre certas verdades santas e compenetrantes para precaver e dissipar as tentadoras impressões que o vão prazer possa ter deixado no espírito. Eis aqui algumas que muito te aconselho:

1. Naquelas mesmas horas que passaste no baile, muitas almas se queimavam no inferno por pecados cometidos na dança ou por suas más conseqüências.

2. Muitos religiosos e pessoas piedosas, nessa mesma hora estavam diante de Deus, cantando seus louvores e contemplando a sua bondade; na verdade, o seu tempo foi muito mais empregado que o teu !...

3. Enquanto dançavas, muitas pessoas se debatiam em cruel agonia, milhares de homens e mulheres sofriam dores atrocíssimas em suas casas ou nos hospitais. Ah ! eles não tiveram um instante de repouso e tu não tiveste a menor compaixão deles; não pensas tu agora que um dia hás de gemer como eles, enquanto outros dançarão?!...

4. Nosso Senhor, a SS. Virgem, os santos e os anjos te estavam vendo no baile. Ah! Quanto os desgostaste nessas horas, estando o teu coração todo ocupado com um divertimento fútil e tão ridículo!

5. Ah! Enquanto lá estavas, o tempo se foi passando e a morte se foi aproximando de ti; considera que ela te chame para a terrível passagem do tempo para a eternidade e para uma eternidade de gozos ou de sofrimentos.Eis aí as considerações que te queria sugerir; Deus te inspirará outras mais fortes e salutares, se tiveres santo temor a ele.

Sancte Michael Archangele, Defende nos in praelio.
Ab Omni Malo, Libera nos Domine!!!






PROFANAÇÕES


http://br.youtube.com/watch?v=6-twoLlUN50
Haja incêndio! Chame os bombeiros!

Fruto podre da RC"C"
O que esses BISPOS e PADRES dirão a Deus no dia do julgamento, por permitirem ESSA PROFANAÇÃO?
Meu Deus, misericórdia!
Pe. Divino Antônio Lopes FP.

PROFANAÇÕES

Show do Pe. Fábio de Melo - Tristeza do Jeca

http://br.youtube.com/watch?v=FA2SIeHA4zM
Meu Deus, Misericórdia!

É esta a missão do sacerdote? Vergonha! Vergonha! Vergonha!
Haja jecas!

Não só Satanás, mas o inferno inteiro aplaude essa aberração.

"Embora esteja o mundo todo corrompido, os sacerdotes são hoje piores que os leigos. Eles mancham a própria alma, corrompem os súditos, enfraquecem a Santa Igreja. Empalidecem-na com seus defeitos, negam-lhe amor, gostam só de si mesmos. Da Santa Igreja querem apenas desfrutar cargos e rendas, esquecidos do dever de procurar as almas. Suas vidas tornam os leigos desrespeitosos e desobedientes..."
(Santa Catarina de Sena, O Diálogo)

Pe. Divino Antônio Lopes FP.


PROFANAÇÕES

Show do Pe. Fábio de Melo - Maceió-Alagoas

http://br.youtube.com/watch?v=GywRFzlmhMk

"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos..." (Rm 12,2)


É esta a missão do sacerdote? Vergonha! Vergonha! Vergonha!

Não só Satanás, mas o inferno inteiro aplaude essa aberração.

"Instituí os meus ministros para que cantem e salmodiem durante as vigílias da noite na recitação do ofício divino, mas eles se entregam à prática da magia, procurando atrair, à meia-noite, pessoas que amam! ilusão demoníaca..." (Santa Catarina de Sena, O Diálogo)


Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Muçulmano batizado pelo Papa


O homem que agora é o mais famoso a se converter do Islã para a Igreja, Madgi Cristiano Allam, vice-diretor de um dos maiores diários italianos, Corriere della Sera, batizado durante as cerimônias da vigilia Pascal pelo Papa Bento XVI, enviou hoje uma maravilhosa carta pessoal ao Diretor do jornal (in Italian: permanent link, in case it becomes unavailable).O parágrafo seguinte é particularmente tocante:

Prezado Diretor,
Você me perguntou se eu não temia por minha vida, no mútuo conhecimento que a conversão para a cristandade me dará ainda uma outra [ennesima], e muito mais grave, condenação à morte por apostasia. Você está absolutamente correto. Eu sempre o que me espera, mas eu encararei meu fato com a cabeça levantada, com minha espinha ereta, e com firmeza interior de alguém que está certo de sua própria fé. E eu farei isso ainda mais após o histórico e bravo gestodo Papa que, desde o primeiro momento em que ele veio a conhecer meu desejo, imediatamente aceitou pessoalmente transmitir a mim os Sacramentos de iniciação à Cristandade. Sua Santidade enviou uma explicita e revolucionária mensagem a uma Igreja que, até agora, tem sido muito prudente sobre a conversão dos muçulmanos, abstendo-se de fazer proselitismo em países com maioria Islâmica, e silenciando sobre a realidade das conversões em nações Cristãs. Nada de medo. O medo de não ser capaz de proteger os convertidos que enfrentam sua condenação à morte por apostasia e o medo de retaliações aos Cristãos que vivem em nações Islâmicas. Portanto, hoje, Bento XVI, com seu testemunho, nos diz que é necessário vencer o medo e não ter nenhum temor em afirmar a verdade de Jesus até mesmo diante de muçulmanos.
Fonte:rorate-caeli



Maçonaria recomenda livros de Chiara Lubic e Opus Dei

Gostaria de chamar a atenção de todos para mais um livro "Católico" apontado pelos maçons paulistanos.


· Companheiro de Viagem - autor - Chiara Lubich - Editora: Cidade nova

. Elem. de Arqueologia e Belas Artes - autor – Côn. Manuel de Aguiar Barreiros - Editora: "Opus dei"

Comunistas lamentam morte de Paulo VI


Do livro Apologia pro Marcel Lefebvre, volume II, pág. 214, as condolências do partido comunista italiano pela morte do Papa Paulo VI. Acima, é a imagem do cartaz por eles publicado.


O texto diz o seguinte:

Os comunistas de Roma e províncias
Expressam seu lamento e condolências
pela morte de

Paulo VI

Bispo de Roma
e lembrando dele
não apenas por seu apaixonado empenho e grande humanidade
com a qual ele trabalhou pela paz
e pelo progresso do povo,
para promover o diálogo,
compreensão e possíveis acordos
entre homens de diferentes religiões e ideais,
mas também pela constante atenção revelada
pelo crescimento moral e material de Roma

Federação Romana do P.C.I.

10 REGRAS PASTORAIS PARA O APOSTOLADO PÓS CONCILIAR

Condições essenciais para presbíteros, religiosos e religiosas partilharem suas experiências com os nossos irmãos e irmãs das nossoas comunidades:

1 - Abandonar a batina, o hábito, ou qualquer sinal externo da sua assim anteriormente considerada sacralidade;

2 - Adotar vestimentas civis, desde calça Jeans a agasalhos de ginastas, sem esquecer dos bemudões de surfistas;

3 - Banir toda e qualquer aparência de 'proselitismo';

4 - Integrar-se no ambiente, qualquer que seja, sem jamais criticar seus costumes;

5 - Manter bom relacionamento com nossos irmãos presbíteros, ou religiosoos e religiosas excomungados, convidando-os freqüentemente para apresentarem palestras , relatando as suas novas experiências;

6 - De preferência, manter amizade pública com ateus, marxistas, comunistas, socialistas, maioistas, etc., e jamais criticar opiniões teológicas, filosóficas, políticas anteriormente condenadas pela "Igreja Triunfalista Constantiniana".

7 - Lutar pelo fim do CELIBATO e pela democratização na indicação de Bispos;

8 - Considerar banidos e ultrapassados os vinte Concílios anteriores ao Concílio Vaticano II;

9 - Impedir e sabotar toda e qualquer tentativa do eventual 'retorno' da Missa Tridentina, ainda que por Decreto do Papa;

10 - Jamais falar dos antigamente chamados Novíssimos do Homem [Morte , Juízo, Inferno ou Paraíso] , bem como nunca se referir a sacrificios, orações, romarias, novenas, Benção do Santíssimo, enfim, todas as assim consideradas práticas religiosas pré-concikliares;

PS.. Como estas "REGRAS" devem ser sempre 'aggiornadas', fica a critério de todos os presbíteros, religiosos e religiosas novas adaptações a condições específicas de tempo,,lugar, ambiente, etc.. que podem ser posteroirmente partilhadas por todos.

extraido do Livro "LEXICON de l'Égile Nouvelle, de 1972



quarta-feira, 11 de junho de 2008

PROFANAÇÕES

Banda Fé e Luz - Carnaval com Maria - Diocese de Anápolis-GO
O hospício é mais tranqüilo

Carnaval com Maria? Qual Maria?


Nossa Senhora não é; só se for a Maria do hospício.

http://br.youtube.com/watch?v=Wj7zSfN-FXY


Como satanás é esperto! É possível tirar algum fruto espiritual desse berreiro?

Pe. Divino Antônio Lopes FP.

“Os cristãos que entram num baile deixam o seu Anjo da Guarda na porta, e é um demônio que o substitui. Portanto, logo passa a haver na sala tantos demônios quantos dançarinos.” São João Maria Vianney

O padre que debochou de Deus!

SE QUISER FICAR REVOLTADO, ASSISTA ESTE VÍDEO!

http://www.youtube.com/watch?v=ot-yufd0B4I

Algumas pérolas do link:

Deus perseguia o povo de Sodoma - gente que absurdo!

O filme A Paixão de Cristo foi triste, podia ser alegre - nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde poderia ter alegria ali, a n ser a ressurreição?

Jesus não falou o Sermão da Montanha - ai meu Deus!

Jô Soares conhece bem a pedagogia de Jesus - affffff se conhece não viveria na homossexualidade!


Entre outros absurdos que p. Léo falou ainda bem que não falará mais. Ele estava todo faceiro se achando no picadeiro global. Que lástima!

Única coisa que ainda prestou ali, foi quando o apresentador,mesmo com deboche confirmou que Maria não tem pecado, aleluia, à Deus nada é impossível!

Quem possui um mínimo de conhecimento da Doutrina saberia que foi grave o que este sacerdote falou durante está entrevista.

comentário de Ana Maria

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Que a mulher não se vista igual ao homem, nem o homem se vista igual a mulher:aquele que o fizer será abominável diante do Senhor, seu Deus"

Por respeito à igreja, que é a casa de Deus, lembro às senhoras e moças que, observando a modéstia cristã, não entrem nas igrejas de calças compridas, saias acima do joelho, muito justas, transparentes ou decotadas.E nem de mini-blusa ou blusa sem manga.Já para os homens, convêm também lembrar que não entrem nas igrejas com shorts, bermudas e camisetas sem manga ("Cavada").

...................................................
Devo também lembrar que convém às mulheres terem a cabeça coberta dentro da igreja, conforme a palavra de São Paulo Apóstolo: "Por acaso é decente que uma mulher reze a Deus sem estar coberta com véu?" (I Cor 11,13).
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"As meninas e senhoras que se apresentarem imodestamente vestidas, sejam afastadas da Sagrada Comunhão e não admitidas a servir de madrinhas nos Sacramentos de Batismo e da Confirmação, e sendo caso disso impeça-se-lhes a entrada no templo". (Instrução da Sagrada Congração do Concílio contra a imoralidade das modas femininas 12/01/1930).
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O modelo que as mulheres devem inspirar para as suas vidas é a SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA!Ela é o modelo que inspirou as santas da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a observarem a modéstia!!!
Se você quer seguir os exemplos da Santíssima Virgem Maria e das Santas mulheres não usem calça poís é uma vestir masculina.
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Termino com as falas da Jacinta Marto (11/03/1910 - 20/02/1920):"Os pecados que levam mais almas para o inferno são os pecados da carne.Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor.As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda.A Igreja não tem modas.Nosso Senhor é sempre o mesmo" (As aparições e a mensagem de Fátima conforme os manuscritos da Irmã Lúcia, pg 66)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E O LIBERALISMO

CAPÍTULO III
“ A verdade os fará livres! ‘’
(Jô 8, 32)


Depois de haver exposto que o liberalismo é uma rebelião do homem contra a ordem natural concebida pelo Criador, que ilumina em uma organização individualista, igualitária e centralizadora, me resta lhes mostrar como o liberalismo ataca também a ordem sobrenatural, o plano da Redenção, quer dizer, em definitivo, como o liberalismo tem por finalidade destruir o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, tanto sobre o individuo como sobre a sociedade.

Em relação à ordem sobrenatural, o liberalismo proclama duas novas independências.

1 “A independência da razão e da ciência em relação à fé: é o racionalismo, para quem a razão juiz soberana e medida de verdade, se basta a si mesma e rechaça toda dominação estranha”.

É o que se chama racionalismo.

O liberalismo quer separar a razão da fé, que impõe dogmas formulados de modo definitivo, e os quais a inteligência deve se submeter. A simples hipótese de que certas verdades podem superar as capacidades da razão é completamente inadmissível. Os dogmas devem então ser submetidos à peneira da razão e da ciência, sendo ela de um modo constante, a causa dos progressos científicos. Os milagres de Jesus Cristo, a vida maravilhosa dos santos, devem ser reinterpretados e desmistificados. Será necessário distinguir cuidadosamente o “Cristo da Fé”, o construtor da fé dos apóstolos e das comunidades primitivas do “Cristo da história” que foi nada mais do que um simples homem. Vê se quanto o racionalismo se opõe à divindade de nosso Senhor Jesus Cristo e à Revelação Divina!

Já expliquei como a Revolução Francesa de 1789 se fez sob a égide da deusa Razão. Já o frontispício da enciclopédia de Diderot (1751) apresentava a coroação da Razão. Quarenta anos mais tarde, a Razão deificada, se transformava em objeto de culto religioso e público:

“Três dias após a secularização, diante da assembléia de
padres, tendo á sua frente o bispo metropolitano Gobel,
Chaumente propôs solenizar este dia no que “a razão havia
retomado a supremacia”. Apressaram se em transformar em
realidade uma idéia tão nobre, ficando então decidido que o
culto da razão seria celebrado com grandiosidade em Notre
Dame de Paris, especialmente enfeitada pelo pintor David. No
topo de um monte de papelão com pinturas imitando pedras,
um pequeno templo grego com uma bela bailarina, orgulhosa
por ter sido eleita a “Deusa Razão”: coros de meninas
coroadas de flores cantavam hinos. Porém quando a festa
acabou, verificou se que a assistência não era muito numerosa;
foram depois em procissão com a Deusa Razão para visitar a
“Convenção Nacional, cujo presidente a beijou”. (20)


Este racionalismo demasiado radical, porém, não agradou a Robespierre que em Março de 1974 aplica um golpe sobre os “exagerados”:

“Ele achou que sua onipotência deveria fundar se em bases
nitidamente teológicas, e que ele coroaria sua obra
estabelecendo um culto ao Ser Supremo, em que ele seria o
Sumo Sacerdote. Pronuncia um discurso em 18 de Floreal do
ano II (7 de Maio de 1794) “sobre as relações das idéias
religiosas e morais com os princípios republicanos e sobre as
festas nacionais”; e a Convenção aprova a impressão deste
discurso. Ele afirmava que “a idéia de Ser Supremo e da
imortalidade da alma” é um constante apelo à justiça, sendo
portanto social e republicana. O novo culto será o da virtude
Foi aprovado em decreto pelo qual o povo francês reconhecia
os dois axiomas da teologia robesperiana, e uma placa
comemorativa seria posta no frontão das igrejas. Seguia se
uma lista de festas com feriado que ocupava duas colunas; a
primeira lista era do “Ser Supremo e da Natureza”; ficou
Decidido que fosse celebrada no dia “20 de Prairial” (8 de
Junho de 1794). E ela foi realmente celebrada: começou no
Jardim das Tulheiras onde uma imensa fogueira devorava uma
monstruosa imagem do ateísmo, enquanto Robespierre
pronunciava um discurso místico. Depois da multidão cantar
hinos alusivos, foi iniciado o desfile até o Campo de Marte. A
multidão seguiu um carro puxado por oito bois com bandeiras
vermelhas, enfeitado com espigas de trigo e folhagens, tendo
por cima entronizada a estátua da liberdade”.(21)

As divagações do racionalismo as “variações” desta “religião nos limites da simples razão”, demonstram suficientemente a sua falsidade.

2 “A independência do homem, da família, da profissão e principalmente do Estado, em relação à Deus, à Jesus Cristo, à Igreja; é, segundo os pontos de vista, o naturalismo, o laicismo, o indiferentismo (...) da apostasia oficial dos povos que rechaçam a realeza social de Jesus Cristo, e desconhecem a autoridade divina da Igreja”.


20 Daniel Rops, “ A igreja das Revoluções” pg.63
21 Daniel Rops, “ A igreja das Revoluções” pg.63
22 Obra de Kant, 1793
Explicarei estes erros por algumas considerações:

O Naturalismo sustenta que o homem está limitado á esfera do natural e que de nenhuma
maneira está destinado por Deus à ordem sobrenatural. A Verdade é outra: Deus não criou o
homem em estado de pura natureza. Desde o começo Deus formou o homem em uma ordem
sobrenatural: “Deus, diz o Concílio de Trento, formou primeiro o homem em estado de
santidade e justiça” (Dz.° 788). Foi em conseqüência do pecado original que o homem foi
destituído da graça santificante, mas a Redenção mantém os desígnios de Deus: o homem
permanece destinado à ordem sobrenatural. Ser reduzido à ordem natural é para o homem um
estado de violência, que Deus não aprova. Eis que o ensina o Card. Pio, mostrando que o
estado natural não é mau em si, mais pela privação da ordem sobrenatural.

“Ensinareis então, o que a razão humana tem seu poder próprio e
suas atribuições essenciais; ensinareis que a virtude filosófica
possui uma bondade moral e intrínseca que Deus recompensa
nos indivíduos e nos povos por meio de alguns dons naturais e
temporais, algumas vezes incluídos em favores maiores. Mas
também ensinareis e provareis por meio de argumentos
inseparáveis da essência mesma do cristianismo, que as
virtudes naturais que as luzes naturais, são incapazes de
conduzir o homem a seu fim último, que é a glória celestial.

Ensinareis que o dogma é indispensável, que a ordem
sobrenatural da qual o autor de nossa natureza nos constituiu,
por um ato formal de sua vontade e seu amor, é obrigatório
e inevitável; ensinareis que Jesus Cristo não é facultativo e que
fora de sua lei revelada não existe, não existirá jamais o exato
meio filosófico e calmo onde todos, tanto almas de elite quanto
almas comuns, podem encontrar o descanso de consciência e
uma regra de vida.

Ensinareis que não basta que o homem faça o bem, mas que é
de grande importância que o faça em nome da fé, por um
movimento sobrenatural, sem o qual seus atos não alcançarão
o fim que Deus destinou, ou seja a felicidade eterna no
céu...”( 23)

Assim no estado da humanidade exatamente querido por Deus, a
sociedade não se pode organizar nem substituir afastada de Nosso
Senhor Jesus Cristo; é o que ensina São Paulo:

“Por Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, tudo foi
criado por Ele e para Ele; Ele é antes de todas as coisas e todas
subsistem por Ele” (CI 1,16).

23 Cardeal Pie, bispo de Poitiers, Oeuvres: T.II, págs. 380, citado por Jean Ousset, “Pour qu’il Regne”.

O desígnio de Deus é de “restaurar tudo em Cristo” (Eph.1,10) ou seja conduzir todas as coisas a uma só cabeça Cristo. O Papa São Pio X tomará estas mesmas palavras de São Paulo, como divisa: “omnia instaurare in Christo”, tudo instaurar, tudo restaurar em Cristo; não somente na religião, como também na sociedade civil.

“Não, Veneráveis Irmãos é necessário relembrar com energia
nestes tempos de anarquia social e intelectual, em que cada um
se coloca como mestre e legislador não se poderá construir a
sociedade de uma maneira diferente da que Deus a instituiu;
não se edificará a sociedade se a Igreja estabelece as bases
e dirige os trabalhos; não, a civilização não está para ser
inventada, nem uma sociedade nova para ser construída das
nuvens. Ela foi, ela é a civilização cristã, é a cidade católica.
Trata se somente de instaurar e restaurar sem cessar a
civilização em suas bases naturais e divinas, contra ataques
sempre renascentes da rebelião e da impiedade: “omnia
instaurare in Christo” (24)

Jean Ousset tem excelentes páginas sobre o naturalismo, em sua obra mestra “Pour Qu’il Regne”,
na segunda parte intitulada “as oposições à realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo”; em que ele
assinala três categorias de naturalismo, um “naturalismo agressivo” que nega mesmo a existência
do sobrenatural, aquele dos racionalistas; depois de um naturalismo moderado que não nega o
sobrenatural, mas recusa dar lhe proeminência porque sustenta que todas as religiões são
provenientes do sentimento religioso: é o naturalismo dos modernistas; finalmente o naturalismo
inconseqüente, que reconhece a existência do sobrenatural e sua proeminência divina, mas
considera como “matéria de opção”: é o naturalismo prático de muitos cristãos fracos.

O laicismo é um naturalismo político: sustenta que a sociedade pode e dever ser construída e que
pode subsistir sem levar em conta Deus e a religião, sem levar em conta a Jesus Cristo, sem
reconhecer seu direito de reinar, ou seja, de inspirar com doutrina toda a legislação
da ordem civil. Como conseqüência, os laicistas, querem separar o Estado da Igreja (o Estado não
favorecerá a religião católica e não reconhecerá os princípios cristãos como seus). E separa a
Igreja do Estado (a Igreja será reduzida a um direito comum de qualquer associação frente ao
Estado, e não se levará em conta sua autoridade divina nem sua missão universal). Como
conseqüência será estabelecida uma instrução chamada “educação pública” (às vezes obrigatória)
laica, quer dizer atéia. O laicismo é o ateísmo do Estado, porém sem este nome!

Voltarei a este erro, próprio do liberalismo e que goza dos favores da declaração do Vaticano II sobre a liberdade religiosa.

O indiferentismo proclama ser indiferente a prática de uma ou outra religião; Pio XI condena
este erro; “Todo homem é livre de abraçar e professar e religião que, guiado pela luz da razão, lhe
parecer verdadeira” (Syllabus, proposição condenada n°15); “



24 Carta “ Nosso Encargo Apostólico” de 25 de agosto de 1910, PIN 430.
Os homens podem achar no culto qualquer religião o caminho da salvação eterna” (propôs. °16); e
também “deve se ter fundadas esperanças na eterna salvação daqueles que não se acham de modo
algum na verdadeira Igreja de Cristo” (Syllabus, proposição condenada n°17).


É fácil descobrir as raízes racionalistas ou modernistas destas proposições. A Este erro se soma o
indiferentismo do Estado em matéria religiosa; por princípio, o Estado estabelece que não é capaz
de reconhecer a religião verdadeira (agnosticismo) e deve pois dar liberdade a todos os cultos.
Eventualmente concordará em dar religião católica um certo relevo por ser a da maioria dos
cidadãos, mas reconhece- la como verdadeira, dizem, seria restabelecer a teocracia. Pedir ao
Estado para julgar a verdade ou falsidade de uma religião seria atribuir lhe uma competência que
ele não tem.

Mons. Pio, antes de se tornar cardeal, ousou expor este grande erro ao imperador francês
Napoleão III, e lhe explicou a doutrina católica do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em uma entrevista memorável de valor inteiramente apostólico, o grande bispo dá ao
imperador uma lição de direito cristão, o chamado “direito público da Igreja” Vale a pena fechar
esse capítulo com esta conversa.

Foi em 15 de maio de 1856, nos diz Pe. Théotime de Saint Just, de quem tiro essa citação (25). Ao
imperador que se jactava de haver feito pela religião mais do que a Restauração, o bispo
respondeu:

“Apresso me em fazer justiça às disposições religiosas de Vossa Majestade e sei reconhecer,
Senhor, os serviços que ela prestou à Roma e à Igreja, principalmente nos primeiros anos de seu
governo. Talvez a restauração não tenha feito mais do que vós. Deixe me acrescentar que nem vós
nem a restauração fizeram por Deus o que deveria ser feito, porque nem um nem outro restaurou
seu trono, porque não renegaram os princípios da Revolução cujas conseqüências práticas,
entretanto, combateis. Porque o evangelho social em que se
inspira o Estado ainda é a declaração dos direitos do homem que não é mais do que a negação
formal dos direitos de Deus.

É direito de Deus governar tanto os Estados como os indivíduos. Não é outra coisa que o Nosso
Senhor veio procurar na terra. Ele deve reinar inspirando as leis, santificando os costumes,
esclarecendo o ensino, dirigindo os conselhos, regulando as ações tanto dos governos como dos
governados. Onde Jesus Cristo não exerce este reinado, há desordem e decadência.

25 Pe Théotime de Saint Just, “ La Royauté Sociale de N. S. Jesus Christ selon le Card. Pie”, Beauchesne, Paris, 1925, 2ª edição, pág. 117-121.
26 A Restauração é a volta da monarquia de Luiz XVIII entre a Revolução Francesa e o 1º Império. Esta Restauração consagrou o principio liberal da liberdade de culto.
27 Historie du Cardinal Pie, TI. Liv.II, cap. 2, pág. 698
Agora tenho o direito de vos dizer que Ele não reina entre nós, e que nossa constituição está longe de ser um estado cristão e católico. Nosso direito público estabelece que a religião católica é da maioria dos franceses, mais acrescenta que os outros cultos têm direito a uma igual proteção. Não é isto proclamar que Constituição protege igualmente a verdade e o erro? Sabeis, senhor, o que Jesus Cristo responde aos governos que se fazem culpados de tais contradições? Jesus Cristo, Rei do céu e da terra lhes responde: “e eu vos digo, governos que vos sucedeis derrubando vos uns aos outros. Eu também vos dou igual proteção. Dei ao imperador vosso tio, aos Bourbons, a Luiz Felipe, à República, e a vos também igual proteção será dada”.

E o imperador interroga o bispo: “Ainda pensais que nossa época comporta tal estado de coisas e que é chegado o momento de estabelecer este reino exclusivamente religioso que me pedis? Não vos parece Monsenhor, que seria desencadear todas as paixões ruins?”

“Senhor, quando os grandes políticos como Vossa majestade objetam que não é chegado o
momento, só me resta inclinar me, porque não sou um grande político. Mas sou bispo, e
como bispo lhe respondo: se não chegou o momento de reinar para Jesus Cristo, então
também não chegou, para os governos, o momentos de pendurar”.(27)

Para encerrar esses dois capítulos sobre os aspectos do liberalismo, gostaria de
ressaltar o que há de fundamental na emancipação que ele propõe aos homens, isolados ou
reunidos em sociedade. Como expliquei, o liberalismo é a alma de toda revolução, e é
igualmente, desde o seu nascimento no século XVI, o inimigo onipresente de Nosso Senhor
Jesus Cristo, o Deus Encarnado. Não há dúvida: posso afirmar que o liberalismo se identifica
com a revolução. O liberalismo é a revolução em todos os domínios, a revolução radical.
Mons. Gaume escreveu algumas linhas sobre a Revolução, que me parecem caracterizar
perfeitamente o liberalismo:

“Se arrancando sua máscara, pergunta se à Revolução: quem
és tu? Ela lhe dirá: eu não sou o que pensam. Muitos falam de
mim e poucos me conhecem. Não sou o carbonarismo, nem
motim, ... nem troca de monarquia por república. Nem
substituição de uma monarquia por outra, nem a pertubação
momentânea da ordem pública. Não sou nem os latidos dos
jacobinos, nem os furores da Montagne, nem a guerrilha nem a
pilhagem, nem o incêndio, nem a reforma agrária, nem a
guilhotina, nem as execuções. Não sou nem Marat, nem
Robespierre, nem Babeuf, nem Mazzani, nem Kassuth. Esses
homens são meus filhos, mas não eu. Essas coisas são minhas
obras, mas não eu. Esses homens e essas coisas são
passageiros mas eu sou um estado permanente. Sou o ódio por
toda ordem, que não tenha sida estabelecida pelo homem e na
qual ele não seja ao mesmo tempo rei e deus. Sou a
proclamação dos direitos do homem sem respeito aos direitos
de Deus. Sou a fundação do estado religioso e social na
vontade do homem em seu lugar. Eis porque me chamo Revolução,
ou seja, subversão...(28)
28 Mons. Gaume, “La Révolution, Rechersches Históriques”, Séc. Soc. Saint Paul, Lille, 1877, TI, pág. 18.Citado
por Jean Ousset, “Pour Qu’il Regne”, pág. 122.


Texto extraído do livro: DO LIBERALISMO À APOSTASIA
- A TRAGÉDIA CONCILIAR
Autor: MONSENHOR MARCEL LEFEBVRE
Tradução: IIDEFONSO ALBANO FILHO
Editora: PERMANÊNCIA
RIO DE JANEIRO 1991
Texto digitado por: PABLO BORGES