quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Dez Erros da Renovação

por, Tiago M.
Não conheço nenhum estudo mais profundo sobre o tema. É preciso encontrar o ponto mortal deste movimento. O ponto do qual não poderão se esquivar. Do contrário continuarão a difundir seus erros e a enganar a muitos. Aí vai uma síntese dos erros mais comuns:
1. Quando se argumenta contra o seu movimento logo dizem: “Graças a RCC que sou católico”. Dizendo assim algo diverso do que diz o catecismo: “Sou católico pela graça de Deus”.
2. O “renovês carisnóico” não tem nada a ver com a glossolália ou xenoglossia. Daí a incapacidade de demonstrar isso segundo a Tradição, que é algo que desconhecem completamente, por isso segue algo oposto que é a Sola Scriptura ou Sola Fide. Nesse movimento não há uma estrutura uniforme de heresia, há a ênfase na experiência, por isso a heresia é móvel. Assim, na prática, o “carisnóico” é favorecido pela Teologia da Libertação por causa de sua teologia sobre os leigos, mas teoricamente se declara contra a TL.
3. A ênfase a experiência, fruto da iniciação, revela o caráter pietista e herético do movimento. Por isso quando alguém fala contra a RC”C” eles dizem: “Ele não sabe o que fala, precisa de alguma cura, precisa abrir o coração.” Quem não é do movimento, quem não foi iniciado pelo “batismo no espírito” não é iluminado, é um coração gelado e frio.
4. O caráter anti-clerical e anti-institucional do movimento. Os “carisnóicos” fazem exorcismos às escondidas, justificando que não há padres exorcistas em suas dioceses, não há mãos consagradas em sua região filiadas a sua seita. É certo que qualquer um pode ter “ataques” ou um curto-circuito psicológico em meio a toda a gritaria e exacerbação durante o culto do movimento. Todos falando o “renovês” em voz alta com a banda tocando com seus instrumentos não poderiam resultar em algo diverso disso.
5. Um carisnóico basta-se a si mesmo. Recebe a revelação sem intermediários. O espírito santo fala com eles como que por telefone. Uma pessoa que anda pelo deserto por muito tempo talvez enxergue alguma visão. Do mesmo modo os “carisnóicos” promovendo encontros que duram fins de semanas inteiros, vigílias por noites inteiras, não ficarão esgotados ou paranóicos? Não é monsenhor Jonas que diz que teve, por imposição das mãos, de receber oração por cerca de 12 horas para receber um tal espírito? Quem, por mais forte que seja, resistirá a isso? Por que um padre precisaria que leigos lhe impusessem as mãos?
6. O “carisnóico” acha que o milagre é a prova cabal de que tal prática é de Deus. Isso não é verdade. Centros macumbíferos e espíritas afirmam fazer milagres. Esses “carisnóicos” acham que toda pessoa de cadeira de rodas pode e deva ser curada. Um deficiente físico é alvo certo nesse movimento. Essas pessoas acabam humilhadas nesse movimento e não relatam isso porque lhe foi imputada uma “falta de fé” ou “essa pessoa não acreditou”. O argumento do milagre é um argumento “ad hoc”, não serve como prova formal. Esses milagres não vêm pelos meios instituídos por Nosso Senhor e devem ser rejeitados como erros que são.
7. O “carisnóico”, em suas comunidades como a Shalom, faz votos a um leigo-fundador. Essas comunidades são as provas de que esse movimento é ati-institucional. É comum nessas comunidades ver o líder-fundador gerenciar até os namoros e casamentos. Nelas e de um modo geral a RC”C” clericaliza leigos. Nesse movimento todos acham que podem vestir um hábito e se fazer monges. Tudo por ordem do “espírito”.
8. O “carisnóico” NÃO segue o Papa. Isso mesmo: não segue. Só há um aparato exterior de obediência, assim como o clero comunista. O Papa não sai por aí rebolando e soltando a franga. O Papa fala muitas línguas, mas não o “renovês”. O Papa anda age conforme a dignidade de seu cargo. Os carísnóicos rebolam com quê dignidade?
9. “O carisnóico” é anti-intelectual. Por isso o renovês, idioma oficial da seita, é definido como uma linguagem aconceitual e ininteligível. Essa linguagem está conforme a prática que é de pedra. A teoria deve se moldar conforme a loucura, mais acentuada em uns, menos em outros. Deve ser a mais flexível possível para não “engaiolar o espírito”.
10. Se o iniciado na seita não é intelectual é super emotivo, é fideista. Isso é comum hoje: juntar erros que mais agradam para montar um monstro, um católico ao seu modo. Hoje não se pode questionar o erro do outro. Não se deve corrigir os que erram. O agnosticismo gera o anti-intelectualismo. O que importa é seguir a consiência. Então se o “carisnóico” segue sua consciência, a nova teologia e filosofia que segue todo tipo elucubrações de desvairados, os aclama como sendo uma boa e louvável renovação, quando não passa de uma boa e grossa heresia.
Poder-se-ia dizer muito mais sobre esse movimento. Quando a igreja se levantar dessa crise modernista e liberal, com seu ensino de sempre, com sua doutrina de sempre, será o fim de tal movimento. Todo “carisnóico” é como uma barata: foge da luz.

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