domingo, 16 de setembro de 2007

Hospício no "céu"

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Um comentário:

Anônimo disse...

RCC “NEGA O BATISMO” IMPLICITAMENTE.
IMANÊNCIA DIVINA NA renovação carismática (CATÓLICA).

Dentro da “doutrina carismática” sobre o tal “batismo no espírito santo” existe um ponto herético que é dizer que o Dom do Espírito Santo recebido no batismo sacramental nunca pode ser perdido pela alma, isto é, afirmam que o Espírito Santo recebido no batismo sacramental passa a ser imanente na alma do homem.

Este ponto discorda plenamente com a doutrina católica, que nos ensina que este dom pode ser perdido por qualquer pecado mortal. Portanto, qual seria a razão na qual a “rcc” afirma que este dom é imanente após o batismo sacramental ?

Para respondermos a esta questão devemos primeiramente lembrar que para ser um autêntico carismático o fiel deve ter experimentado seu famoso “batismo no espírito”, onde dizem eles, a pessoa tem uma experiência da presença e ação do Espírito Santo.
Essa experiência passa a ser, portanto, a razão pelo qual a pessoa passa a ser um cristão realmente convertido.

Mas o que isto tem a ver com a imanência ?
Para dizer que são católicos e poderem estar em paz com a hierarquia da Igreja eles precisam aceitar que no batismo sacramental a pessoa recebe o Espírito Santo e passa a ser filho de Deus. Sem esta premissa a Igreja Católica não os receberia em sua comunhão. Sendo assim eles são obrigados a aceitar o sacramento do batismo e seus efeitos invisíveis e insensíveis na alma. (Pois a graça recebida no batismo é sobrenatural - ou seja não é natural – escapando portanto à nossa experiência) CIC 2005
Se esta premissa não fosse necessária, eles afirmariam que todos possuem o Espírito Santo de forma imanente, ou seja, já nascem com o Espírito Santo. E este ficaria no inconsciente, “dormindo”, até o momento de ser percebido na consciência do fiel, através da experiência. Estes na verdade não negam que um não batizado possa receber seu herético “batismo no espírito”, para isto, citam inconvenientemente o caso da família de Cornélio.

Mas no que implica a experiência?

Dizem eles que após o batismo sacramental o Espírito Santo fica como que inoperante, ou ainda, “adormecido” na alma, ou seja, na verdade rejeitam a eficácia do batismo sacramental. Sendo portanto, necessária uma experiência que irá “acordar” o espírito santo que estava “adormecido”, pois só aceitam a ação do Espírito por ações sensíveis. Posto isso, vemos que para ocorrer a experiência nos batizados é necessário que a pessoa que é experimentada (no caso, o Espírito Santo) já esteja presente de alguma forma dentro daquele que à experimenta, pois não podem negar o batismo. Isto, dizem eles, para o caso destes já batizados, pois não poderiam negar que estes nunca receberam o dom do Espírito, bem como também negam obstinadamente que Este possa ser perdido. Consideram então, que todos os batizados possuem com certeza o Dom. Este é o motivo no qual eles afirmam que nunca perdemos a presença do Espírito Santo, nem mesmo por um pecado mortal. Pois se esta perda realmente ocorrer, eles não poderiam dizer que aquela experiência é proveniente da ação do Espírito Santo, e isto levaria a ficar claro que não aceitam a validade do batismo sacramental.
Mas ficaria então comprovado que aquela experiência sentimental é puramente natural de qualquer ser humano e que deriva da emoção. (que qualquer pessoa possui até os não batizados).

Admitem também que este seu “batismo no espírito” pode se dar, inclusive nas pessoas que ainda não foram batizadas sacramentalmente, como foi o caso da família de Cornélio, narrado nos Atos dos Apóstolos. Mas naquele caso extraordinário, sabemos pelos Padres da Igreja que o Espírito foi derramado em sinal de que poderia ser dado também aos pagãos.
Admitida esta afirmação de que o Espírito Santo pode ser dado a qualquer pessoa sem a administração do batismo sacramental, estaríamos anulando a necessidade do Batismo sacramental para a salvação dos povos. E é isto o que eles admitem implicitamente.

Concluindo, notamos que eles admitem de dois modos esse seu “batismo no espírito”:

1) Nos já batizados, onde não podendo negar o batismo sacramental - mas o considerando inválido (por não ter emoção) - dizem que o Espírito Santo que foi recebido não pode ser perdido, tornando-se imanente daquele momento (do batismo) em diante e devendo ser acordado pela experiência.

2) Nos não batizados, despertando o Espírito Santo que já existe de forma imanente dentro da pessoa, através de uma experiência, onde eles não necessitam do batismo sacramental para conferir a presença do Espírito Santo.

Algumas vezes, com certa confusão, admitem que a efusão do Espírito nos não batizados, ocorra de fora para dentro (transcendente) – neste ponto ainda chegam perto da doutrina católica - mas logo em seguida, admitindo também a necessidade da tal experiência, contrariam a si mesmos. Pois, afinal de contas, para que ocorra essa experiência, é necessário o que?
Que o Espírito já esteja dentro da alma do homem, como no caso dos já batizados?
Ou ainda, que o Espírito esteja fora da alma, como nos não batizados?
Se já estivesse na alma estaria inoperante? Ou será que somente dizem isto, para não afirmarem que o batismo sacramental foi inválido?

Notamos que nos dois casos eles precisam da experiência para acordar o Espírito Santo, ou seja, o Espírito Santo não é transcendente (vem de fora), mas sim imanente (já está dentro).

CLARA CONTRADIÇÃO:

Para os já batizados sacramentalmente, eles dizem que experiência ocorre de modo que o Espírito Santo inoperante e adormecido se torna sensível a consciência pessoal.

Para os não batizados sacramentalmente, eles dizem que a experiência ocorre de modo que a pessoa recebe pela primeira vez o Espírito Santo, sem a necessidade do batismo sacramental.

Se analisarmos atentamente estas duas premissas concluímos que:
• No primeiro caso, o batismo sacramental não teve função nenhuma, já que comparando ao segundo caso, a pessoa recebe a efusão mesmo sem ser batizada.
• No segundo caso, também não há necessidade do batismo sacramental.

Concluímos que na RCC não há necessidade do batismo sacramental.
Diz o Concílio de Trento: aquele que disser que o sacramento do batismo não é necessário para a salvação – seja anátema.