quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Testemunho, da Cleide

Eu nasci numa familia católica, desde criança frequentei a Igreja, sempre fui muito apegada as tradições. Mas um dia fui parar num grupo de oração da rcc, fiquei lá por sete anos, foram os anos mais confusos da minha vida, não sabia se estava na igreja ou fora dela, tudo aquilo que eu tinha aprendido desde a infancia, foi arrancado, e substituido por uma espiritualidade até então desconhecida por mim, comecei a viver sob um forte sentimentalismo.

As orações de cura interior, as orações de libertações, era gente que chorava, que caia pelo chão, era repouso no espírito, dança no espírito, e por ai vai.......e eu absorvendo tudo isso, e colocando em prática nos grupos.

Me deparei tambem com a perseguição, com as fofocas, as intrigas, e tantas outras coisas que daria um livro.
Havia muita politica dentro deste grupo, até partidaria, e por causa dela, e do meu geito de falar tudo o que penso, me expulsaram de lá, rolou uma briga feia no dia do louvor, só faltou tapa, mas teve bate boca, a maior baixaria, uns gritando com os outros. Depois deste episódio, ainda voltei lá, mas a guerra já estava declarada, dai começaram as perseguições, uns de um lado e outros do outro, os de cá queria fazer as coisas, os de lá diziam que não, a coisa tornou-se publica, ficou feio mesmo, resolvi deixar de vez a rcc, passei a ouvir que não era mais católica, que tava excomungada, só porque não queria mais ir ao grupo. (até hj. ainda dizem )

Tava muito chateada, porque no fundo do meu coração, começou a brotar novamente aquela tradição que eu tinha, mas que não conseguia mais ver em lugar algum, começou bater uma saudade daquelas missas solenes, silenciosas, ai me doeu no peito, me senti mais só do que nunca.


Até que um dia encontrei por acaso de Deus, o site da montfort e comecei a ler, e ler, e meu coração foi se aquietando e me enchi de alegria, finalmente havia encontrado pessoas que pensavam como eu, encontrei a minha igreja, foi pela net, que eu acabei voltando novamente as raizes, E R.C."C", NUNCA MAIS.

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