sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Testemunho 14

Testemunho
Giovanni Pessoa De Vasconcelos
Fortaleza - CE, Brasil


Mas quero lhe falar sobre a RCC. Também já fui um deles. E daqueles fervorosos. Dos que deixam a família em casa, abandonada e vai ouvir as queixas dos membros da RCC. Dos que nem se preocupam se alguém em casa está sofrendo, com dificuldades. Mas se preocupam com os de fora, os "irmãos renovados". Porém, fui vendo as aberrações que o senhor já conhece muito bem pelas cartas já enviadas. É incrível como as pessoas ficam cegas na RCC. Eu também já fui. Eu gostava muito de dar palestras, mas sempre direcionava os grupos de oração para o serviço na Igreja. Um dia porém, fui longe demais. Fui chamado para dar uma palestra em um seminário de vida para jovens. O tema era sobre a vida de Nossa Senhora. A Igreja estava cheia. Não se via lugar onde não tivessem jovens. Logo que cheguei, já achei algo estranho. As mocinhas e os jovens que estavam mais atrás do corpo da Igreja, de short, bermuda, calção, andavam de um lado para outro, sem se importar com a presença de Jesus Sacramentado no Sacrário. As que estavam mais à frente, embaladas pelos "puxadores" de músicas "cristãs", dançavam, pulavam, rebolavam e corriam diante do altar e do Sacrário, como se não estivessem dentro de uma Igreja. Eu fiquei estarrecido, apesar de já ter participado de outros seminário, mas não com tamanha "liberdade". Quando chegou a hora da minha palestra, me preparei pra dar a última palestra naquela igreja para grupos de oração. Não que eu não quisesse mais falar em público, mas porque eu sabia que depois daquele dia, nunca mais me chamariam para falar. E eu comecei. Desde os mais novatos, até os coordenadores do grupo de oração, não medi palavras para chamar a atenção e até mesmo, em certas ocasiões, "descer o verbo", como dizem. Falei da Irresponsabilidade em levar tantos jovens ao sacrilégio de profanar o templo de Deus, entre outras coisas. Eu percebi que estraguei, naquela noite, tudo o que eles tinha conseguido erguer nos jovens. E eu sei que o que eles queriam, de fato, era que eu ratificasse o que eles estavam fazendo. Mas eu fiz exatamente o contrário do que eles queriam. E, como eu disse, essa foi a última vez em que dei uma palestra por essas bandas. De lá pra cá, nunca mais me chamaram para falar ao povo. Mas eu sei que fiz a coisa certa. Acho um absurdo o desprezo que se tem com o Sacrário e o Santíssimo. E esse povo que tanto diz adorar Jesus, não tem a menor cerimônia em tê-lo por nada no SSmo Sacramento. Eu tenho muita sede de defender a Minha Igreja aqui em Fortaleza, mas eu gostaria de mais argumentos. O senhor tem conhecimento de algum grupo aqui em Fortaleza que tenha o mesmo nível desse site? E, por favor, quando é que o senhor vem dar uma palestra aqui em Fortaleza? Somos um povo carente de fé também. Perdoe-me a extensão da carta. Eu só queria contribuir, tal qual o passarinho, com uma gota de água no incêndio que consome a Nossa Igreja. Talvez não seja nada, assim como eu não sou nada, mas considero como um alento e um encorajamento para o senhor e sua equipe nessa batalha. Deus há de dar-lhe a graça de vê-lo face a face no Céu e Nossa Senhora há de abraçá-lo agradecida por o senhor não ter enterrado seus talentos.

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