segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Frase carismática

“Será que os senhores já se sentiram assim em suas vidas?”
Não.

Não senti.

A fé não é um sentimento. Deus pode nos dar, por vezes, um sentimento de alegria espiritual, mas não é o sentimento que prova que estamos com Deus. Antes, a Igreja previne que não nos deixemos enganar pelos sentimentos. É a Fé que importa e não os sentimentos. E a Fé é uma virtude intelectual e não um sentimento. Foram os Modernistas que reduziram a Fé a um sentimento interior, e eles foram condenados por isso pelo Papa São Pio X, na encíclica Pascendi. Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), bispo e Doutor da Igreja, talvez a maior autoridade em Teologia Moral e também conhecido como "Doutor da Oração" (se dedicava cerca de oito horas diárias à oração), em sua obra "A Oração", de 1758, diz: “Bela advertência de monsenhor Palafox: ··É de utilidade citar aqui uma bela advertência de monsenhor Palafox, piedosíssimo bispo de Osma, às pessoas piedosas que procuram santificar-se, em sua anotação à 18ª carta de Santa Teresa ao seu confessor. Ali lhe a Santa todos os degraus de oração sobrenatural com que o senhor lhe havia favorecido. ·A este propósito, o mencionado prelado prescreve que estas graças sobrenaturais, que Deus se dignou conceder à Santa Teresa e tem concedido a outros santos, não são necessárias para alcançar a santidade, porque muitas outras almas chegaram à santidade sem estas graças extraordinárias e até há muitas que, apesar de terem recebido aquelas graças, estão condenadas. Portanto, diz ser coisa supérflua e”. Presunçosa desejar e pedir tais dons sobrenaturais, quando o verdadeiro e único caminho para a santidade é o exercício de todas as virtudes, especialmente do amor de Deus; e a isto se chega por meio da oração e pela correspondência às luzes e aos auxílios de Deus, o qual outra coisa não quer senão a nossa santificação. "Esta é à vontade de Deus: a vossa santificação" (1 Ts 4,3).”·(Afonso Maria de Ligório, Santo. A oração: grande meio para alcançarmos de Deus a salvação e todas as graças que desejamos. Tradução do original por Pe. Henrique Barros - 4ª edição - Aparecida, SP: Editor Santuário, 1992 - destaques nossos)·”.

"Era preciso, antes de qualquer atitude, ouvir o que o Espírito Santo impulsionava”, mas desde que isso não contrariasse a organização diocesana ““.

Afinal, se o Espírito Santo é Deus, por que Ele estaria subordinado à decisão do Bispo?
Essa contradição põe a nu, o delírio da RCC que pretende ser guiado pelo Espírito Santo, e que, portanto, não se submete à autoridade da Igreja. Os pretensos carismas da RCC anulam, tornam inúteis os Bispos e o Papa. Porque quem tem o Espírito Santo não precisa ouvir mais ninguém, nem padre, nem Bispo e nem Papa.
O carismatismo destrói a autoridade da Igreja hierárquica.

A RCC e o protestantismo são sim uma doença. Só mesmo num século louco como este para se pensar que a arvore má do protestantismo pode dar bons frutos. Contudo, não tememos que a Igreja seja destruída pelo Câncer protestante, pois Nosso Senhor nos prometeu, ao fundar a Igreja sobre Pedro, que "As portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus, 16:18).

Observação

Permita-me, entretanto, observar que é inteiramente lícito acusar um sacerdote de heresia. Lutero foi padre e foi herege. Ario era padre, e foi herege. Nestório era Bispo, e foi herege. Jansênio era Bispo, e foi herege. Loisy era padre, e foi herege. São Paulo diz:
"Ainda que nós mesmos, ou um anjo do céu vos anuncie um Evangelho diferente daquele que vos temos anunciado, seja anátema" (Gal. I, 8).
informações retirada da MONTFORT Associação Cultural

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